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Alertas em celulares avisaram moradores segundos antes dos terremotos na Venezuela

  • 25 de jun.
  • 1 min de leitura

Reprodução
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Milhões de usuários de celulares Android na Venezuela receberam alertas automáticos poucos segundos antes dos fortes terremotos que atingiram o país. As notificações foram enviadas por um sistema de detecção sísmica desenvolvido pelo Google, que utiliza os sensores presentes nos smartphones para identificar os primeiros sinais de um terremoto e emitir avisos à população antes da chegada das ondas mais intensas.

O sistema funciona a partir dos acelerômetros instalados nos aparelhos. Quando diversos celulares detectam vibrações compatíveis com ondas sísmicas ao mesmo tempo, as informações são enviadas aos servidores do Google. Em poucos segundos, algoritmos analisam os dados e, caso o evento seja confirmado, enviam alertas para outros dispositivos localizados na área de risco.

Durante os terremotos registrados na Venezuela, muitos usuários relataram que receberam o aviso apenas alguns segundos antes de sentirem os tremores. Embora o intervalo tenha sido curto, especialistas afirmam que esse tempo pode ser suficiente para que as pessoas se afastem de janelas, procurem locais mais seguros ou adotem outras medidas de proteção.

A tecnologia foi lançada pelo Google em 2021 e atualmente está disponível em dezenas de países. O sistema complementa as redes sismográficas tradicionais, especialmente em regiões onde há menor cobertura de equipamentos de monitoramento. Como utiliza milhões de celulares conectados, a plataforma amplia a capacidade de detecção e resposta a eventos sísmicos.

Especialistas ressaltam que o sistema não prevê terremotos com antecedência. O alerta é emitido somente após o início do fenômeno, aproveitando o fato de que as primeiras ondas sísmicas, menos destrutivas, chegam antes das ondas que causam os maiores danos. Essa diferença permite que a notificação seja enviada antes da chegada dos tremores mais fortes.

Gazeta de Varginha

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