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Alta do combustível pode elevar preço das passagens aéreas em até 20%

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O preço das passagens aéreas no Brasil pode sofrer um aumento significativo nos próximos meses, impulsionado pela alta no custo do querosene de aviação. Especialistas apontam que as tarifas podem subir até 20%, refletindo o impacto direto do combustível nos custos das companhias aéreas.

A mudança ocorre após um reajuste superior a 50% no preço do querosene anunciado no início de abril. O combustível é um dos principais componentes do custo operacional das empresas do setor, chegando a representar quase metade das despesas totais, o que torna o aumento especialmente sensível para o preço final das passagens.

De acordo com analistas do mercado, o custo para transportar passageiros por quilômetro deve subir em torno de 20%, acompanhando a alta do combustível. Esse cenário pressiona as empresas a repassar parte desse aumento ao consumidor, embora o ritmo e a intensidade desse repasse ainda dependam de fatores como demanda e ocupação dos voos.

O aumento no preço do querosene está ligado ao avanço das cotações do petróleo no mercado internacional, influenciado pelo conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Desde o início da guerra, o barril do petróleo registrou forte valorização, elevando os custos da aviação global.

Especialistas também alertam que a alta nas passagens pode reduzir a demanda por voos. Em alguns cenários, um aumento de cerca de 15% nos preços poderia gerar queda semelhante no número de passageiros, o que pode levar as companhias a revisar rotas e diminuir a oferta de voos.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas afirmou que o reajuste do combustível pode trazer consequências relevantes para o setor, incluindo redução de rotas e impacto na conectividade do país. A entidade também destacou que o peso do querosene nos custos operacionais subiu de cerca de 30% para até 45%.

Diante desse cenário, o governo federal estuda medidas para reduzir o impacto, como cortes temporários de tributos e criação de linhas de financiamento para as companhias. A Petrobras também anunciou mecanismos para suavizar o aumento, como o parcelamento de parte do reajuste, na tentativa de evitar repasses imediatos ao consumidor.

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Gazeta de Varginha

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