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Alta no valor da safra levou produtores do Sul de Minas a reforçarem a segurança das propriedades rurais

  • há 37 minutos
  • 2 min de leitura

Reprodução
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Produtores de café do Sul de Minas ampliaram os investimentos em segurança para proteger as propriedades rurais diante da preocupação com furtos de café, máquinas e equipamentos agrícolas. Embora os registros de crimes tenham diminuído nos últimos meses, muitos cafeicultores afirmaram que a sensação de insegurança permaneceu e motivou a adoção de tecnologias e ações coletivas de monitoramento.
Em Três Pontas, cinco produtores se uniram para instalar um sistema de vigilância nas estradas de acesso às fazendas. O investimento ultrapassou R$ 140 mil e incluiu três câmeras, sendo duas para registrar a movimentação de veículos e pessoas e uma destinada à leitura automática de placas. O sistema emite alertas sempre que um veículo não cadastrado passa pelo local, permitindo uma resposta mais rápida diante de situações suspeitas.
A produtora Adalgisa Miranda decidiu instalar o equipamento após ter sido vítima de criminosos no ano passado. Segundo ela, os ladrões colheram café diretamente dos pés durante a madrugada sem serem percebidos. Posteriormente, a propriedade voltou a ser invadida e parte do café armazenado em um secador estático foi furtada.
"Foi uma surpresa. Não tinha nenhum grão de café no pé, eles apanharam durante a noite. E também tivemos um sinistro aqui dentro da propriedade (...) eles foram no secador estático, porque lá o café fica exposto, e retiraram o café por cima", relatou.
A preocupação dos produtores coincidiu com uma safra recorde em Minas Gerais, estimada em mais de 33 milhões de sacas, cerca de 23% superior à anterior. O aumento da produção também elevou o valor armazenado nas fazendas, tornando as propriedades mais atrativas para criminosos.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública mostraram que, entre maio e setembro de 2025, o Sul de Minas registrou 1.066 furtos em imóveis rurais, número inferior ao do mesmo período de 2024. Ainda assim, a região concentrou 26% de todos os furtos em áreas rurais do estado. Os roubos também diminuíram, com queda de 57% na região e de 38% em Minas Gerais.
Além da tecnologia, produtores fortaleceram a troca de informações por meio de grupos de WhatsApp. O cafeicultor Roberto Rezende, que também já teve café furtado, destacou que qualquer movimentação suspeita é compartilhada e que as placas identificadas pelas câmeras são repassadas às forças de segurança para verificação.
A Polícia Civil informou que Minas Gerais conta com 14 delegacias especializadas em crimes na zona rural, sendo oito no Sul de Minas. Segundo a corporação, as investigações envolvem tanto quadrilhas especializadas em furtar máquinas e grandes cargas de café quanto autores que conhecem a rotina das propriedades e aproveitam momentos de menor vigilância.
A Polícia Militar também reforçou o patrulhamento rural com apoio de drones e do projeto de cercamento digital. Entre 2025 e 2026, mais de 100 câmeras foram instaladas em pontos estratégicos das áreas rurais para ampliar o monitoramento.
Para os produtores, os prejuízos vão além das perdas financeiras. "A gente nunca acredita que vai acontecer com a gente. É uma sensação de invasão, de perda do controle da propriedade. Você trabalha o ano inteiro, faz tantos sacrifícios para produzir e, quando acontece um furto, fica um sentimento de insatisfação total", desabafou Adalgisa.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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