Amostras de vírus furtadas na Unicamp estavam em laboratório com nível máximo de biossegurança
25 de mar.
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As amostras de vírus furtadas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estavam armazenadas em um laboratório com o mais alto nível de biossegurança disponível no Brasil. O caso é investigado pelas autoridades e levanta preocupação quanto aos riscos à saúde.
O material foi retirado de uma área classificada como nível 3 de biossegurança (NB-3), que exige protocolos rigorosos para o manuseio de agentes infecciosos. Esse tipo de estrutura é utilizado para estudos com vírus e bactérias que podem representar perigo, demandando controle elevado de acesso e manipulação.
A suspeita é de que uma professora da universidade tenha retirado as amostras do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada, localizado no Instituto de Biologia. A prisão ocorreu após a própria instituição comunicar o desaparecimento do material às autoridades.
Segundo a investigação, o caso envolve possível exposição a risco à saúde pública, além de outras infrações. A Justiça Federal apontou que a suspeita pode responder por expor a vida e a saúde de outras pessoas, transporte irregular de organismo geneticamente modificado e fraude processual.
Durante as diligências, o material biológico foi localizado em um endereço não divulgado. Após a recuperação, as amostras foram encaminhadas ao Ministério da Agricultura e Pecuária para análise pericial, com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A Polícia Federal também cumpriu mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação. A universidade informou que colabora com as autoridades e que detalhes adicionais estão sendo preservados para não comprometer o andamento do inquérito.
A defesa da professora afirmou que não houve furto e que não há materialidade do crime. Segundo o advogado, a pesquisadora utilizava a estrutura do Instituto de Biologia por não possuir laboratório próprio, e não foram feitos novos comentários devido ao sigilo do caso.
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