Analistas do mercado projetam inflação de 5% em 2025
15 de jan. de 2025
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O mercado financeiro ajustou ligeiramente suas estimativas para a inflação deste ano. A edição do Boletim Focus, divulgada nesta segunda-feira (13), projeta uma taxa de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5%, um pequeno aumento em relação aos 4,99% da semana passada.
Há quatro semanas, a previsão era de 4,6% para 2025. A pesquisa Focus é conduzida por economistas do mercado financeiro e publicada semanalmente pelo Banco Central (BC). Para 2026, a projeção também sofreu um pequeno reajuste, passando de 4,03% para 4,05%.
No ano passado, o IPCA, que reflete a variação do custo de vida das famílias com renda de até 40 salários mínimos, fechou em 4,83%, superando o limite máximo da meta, que era 4,5%.
Desde a implementação do regime de metas de inflação em 1999, o IPCA, considerado o índice oficial de inflação do Brasil, ultrapassou o limite superior da meta em oito ocasiões, sendo o último caso registrado no ano passado, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última sexta-feira (10). Para 2027, a previsão de inflação do mercado financeiro é de 3,9%, e para 2028, de 3,56%.
No que diz respeito ao Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país – o boletim manteve a estimativa de crescimento para 2025, que permanece em 2,02%. Para 2026, a projeção de crescimento do PIB é de 1,8%. Já para 2027 e 2028, o mercado prevê uma expansão de 2% para ambos os anos.
Taxa de JurosQuanto à taxa básica de juros, a Selic, o Boletim Focus manteve a previsão da semana passada, de 15% para 2025. Há quatro semanas, a expectativa era de 14%. Para 2026, a previsão é de que a Selic fique em 12%. Já para 2027 e 2028, o mercado projeta que a taxa será de 10,25% e 10%, respectivamente.
Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a Selic como principal ferramenta, atualmente fixada em 12,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). No final de 2024, o Copom aumentou a Selic em 1 ponto percentual, justificando que a reação do mercado financeiro ao pacote fiscal do governo federal havia piorado o cenário inflacionário, exigindo uma política monetária ainda mais restritiva.
As reações negativas do mercado financeiro ao pacote de cortes de gastos anunciado pelo governo em novembro passado levaram o dólar a disparar, ultrapassando a marca de R$ 6 pela primeira vez.
O Copom também alertou que, para atingir a meta de inflação de 3% para 2025, com uma margem de tolerância de 1,5% a 4,5%, pode ser necessário um novo aumento de 1 ponto percentual na Selic nas próximas reuniões do Comitê, previstas para os dias 28 e 29 de janeiro, e para 18 e 19 de março.
A elevação da Selic visa conter a demanda aquecida, o que impacta os preços ao tornar o crédito mais caro e incentivar a poupança. No entanto, além da Selic, os bancos também consideram outros fatores, como risco de inadimplência e despesas operacionais, ao definir os juros cobrados dos consumidores. Taxas de juros mais altas podem dificultar a expansão da economia.
Quando a Selic é reduzida, o crédito tende a se tornar mais acessível, estimulando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação e impulsionar a atividade econômica.
CâmbioNo cenário cambial, a previsão para a cotação do dólar permanece em R$ 6,00 para 2025.
Para o final de 2026, a expectativa é que o dólar se mantenha em R$ 5,40. Para 2026, a previsão de câmbio foi ajustada para R$ 6,00, ligeiramente acima dos R$ 5,90 estimados na semana anterior. Para 2027, a projeção é de R$ 5,82, e para 2028, de R$ 5,88.
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