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Anvisa cancela produtos e fecha empresas por fraude com alisantes capilares

  • 7 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Anvisa cancela produtos e fecha empresas por fraude com alisantes capilares
Divulgação/Redes sociais
Anvisa interdita fábricas e proíbe alisantes capilares irregulares em operação no interior de SP.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com a Vigilância Sanitária estadual e municipal de São Paulo, deflagrou em junho a operação “Alisamento Seguro”, que resultou na interdição de cinco das sete empresas fiscalizadas e no cancelamento de alisantes capilares fabricados de forma irregular. As ações ocorreram nos municípios de Dumont, Mairiporã, Piratininga, Santópolis do Aguapeí e Sumaré.

A operação teve como foco a fiscalização de empresas que produziam alisantes capilares sem cumprir as normas sanitárias vigentes. Os inspetores constataram o uso indevido do procedimento de notificação de cosméticos — permitido apenas para produtos de menor risco sanitário — em vez do registro obrigatório exigido para alisantes, que alteram quimicamente a estrutura do cabelo e, portanto, são classificados como de maior risco.

Durante as inspeções, foram identificadas graves falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), incluindo o uso de matérias-primas vencidas, ausência de controle de qualidade, instalações sem licença sanitária, equipamentos sem manutenção e péssimas condições estruturais. Em alguns casos, as atividades de controle de qualidade eram realizadas em cozinhas comuns.

Um dos principais pontos de preocupação foi a identificação de grandes volumes de ácido glioxílico — substância proibida para a função de alisamento — sem rastreabilidade ou controle de estoque. Em uma empresa de Santópolis do Aguapeí, 35 toneladas do ácido foram recebidas sem registro de destino. Também foram encontrados frascos de matérias-primas sem rótulos ou identificação de lote, o que compromete totalmente a segurança e rastreabilidade dos produtos.

As irregularidades resultaram na publicação de duas resoluções da Anvisa (RE nº 2.442 e nº 2.443, ambas de 1º de julho de 2025), determinando o cancelamento dos produtos, suspensão da fabricação, comercialização e distribuição, além do recolhimento imediato dos cosméticos. Para garantir a eficácia das medidas, a Diretoria Colegiada da Anvisa também publicou o Despacho nº 68/2025, retirando o efeito suspensivo de possíveis recursos administrativos contra as resoluções.

Além disso, foi constatado que algumas empresas não fabricavam nenhum produto, servindo apenas como fachada para regularizar alisantes de terceiros, sem qualquer controle sobre a qualidade ou segurança.

A Anvisa reforça que tanto o ácido glioxílico quanto o formol não são autorizados para uso como alisantes capilares. Quando utilizados com essa finalidade, esses ingredientes caracterizam fraude sanitária, oferecendo riscos como queimaduras no couro cabeludo, lesões oculares, quebra e queda dos fios.

Orientação ao consumidor
A agência orienta os consumidores a sempre verificar se o alisante capilar que desejam utilizar está devidamente registrado na Anvisa, o que pode ser feito por meio do portal oficial (https://www.gov.br/anvisa). Produtos sem registro são considerados irregulares e podem causar sérios danos à saúde.

Também é importante ter cautela com conteúdos divulgados por influenciadores ou em plataformas de venda. Nem sempre esses comunicadores têm conhecimento técnico sobre a regularidade dos produtos anunciados.
Fonte: Anvisa

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Gazeta de Varginha

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