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Anvisa proíbe suplemento de moringa após surto de Salmonella resistente nos EUA

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
Anvisa proíbe suplemento de moringa após surto de Salmonella resistente nos EUA
Divulgação/Anvisa
Anvisa proíbe suplemento de moringa após surto de salmonella resistente nos estados unidos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma medida que determina a proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules. O produto é fabricado pela empresa Ambrosia Brands, LLC, à base da planta Moringa oleifera.

A decisão tem caráter preventivo e busca impedir a circulação de lotes que estão associados a um surto de contaminação por Salmonella resistente a antibióticos nos Estados Unidos, conforme comunicado do U.S. Food and Drug Administration (FDA).

Lotes proibidos
A resolução (RE) 1.245/2026 lista diversos lotes do produto que estão proibidos no Brasil. Apesar de não haver registro de importação comercial identificada pela Anvisa, a agência informou que foram encontrados anúncios em plataformas de e-commerce indicando possível entrada irregular do produto por meio de compras internacionais realizadas por pessoas físicas.

Risco à saúde
Nos Estados Unidos, o suplemento está relacionado a um surto de Salmonella resistente a antibióticos de primeira linha e alternativas terapêuticas. A bactéria pode causar infecções gastrointestinais com sintomas como diarreia, febre e cólicas abdominais, geralmente entre 12 e 72 horas após a ingestão de alimentos contaminados.

Em casos mais graves, a infecção pode evoluir para complicações como infecção arterial, endocardite e artrite, especialmente em crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida. A cepa identificada apresenta resistência a antibióticos convencionais, o que dificulta o tratamento.

Proibição da moringa no Brasil
A Anvisa reforça que produtos alimentícios à base de Moringa oleifera já são proibidos no Brasil desde 2019, por meio da RE 1.478/2019. Segundo a agência, não há comprovação de segurança para o uso da planta em alimentos, seja em cápsulas, chás, pós ou outras formas de consumo.

Em avaliações anteriores, a substância não foi aprovada devido à possibilidade de efeitos genotóxicos, com risco de danos ao material genético, e hepatotóxicos, que podem afetar o fígado.

Orientações ao consumidor
A Anvisa orienta que a população não compre nem utilize produtos com Moringa oleifera. A agência também alerta para a presença de anúncios com alegações terapêuticas não autorizadas, como promessa de cura de doenças como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares.

Denúncias sobre a comercialização irregular podem ser feitas aos órgãos de vigilância sanitária locais ou diretamente à Anvisa. A presença de rótulos em inglês e ausência de informações em português são sinais de possível irregularidade.

A agência também reforça que suplementos alimentares não têm finalidade de tratar, prevenir ou curar doenças, sendo destinados apenas à complementação alimentar de pessoas saudáveis.
Fontre: Anvisa

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Gazeta de Varginha

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