Apontado como sucessor de Escobar, Iván Mordisco lidera onda de violência na Colômbia
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Iván Mordisco, cujo nome verdadeiro é Néstor Gregorio Vera, é apontado como o criminoso mais procurado da Colômbia e líder do principal grupo dissidente das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Ele é acusado de estar por trás de uma série de ataques violentos recentes no país, incluindo ações contra civis.
O grupo comandado por Mordisco tem sido responsabilizado por uma escalada de violência, com dezenas de ataques registrados em curto período. Entre eles, está a explosão de uma bomba em uma rodovia que deixou mortos e feridos, além do uso de drones explosivos e carros-bomba, que se tornaram marcas das ações da organização.
Mordisco integrou a guerrilha ainda jovem e ganhou notoriedade dentro das Farc por sua habilidade com armas e explosivos. Após o acordo de paz firmado em 2016 entre o governo colombiano e a guerrilha, ele se recusou a aderir ao processo e permaneceu armado, formando uma facção dissidente que continuou atuando ilegalmente.
Atualmente, ele comanda um grupo com cerca de 3.200 combatentes, financiado por atividades como tráfico de drogas, mineração ilegal, extorsão e outros crimes. A organização atua em diversas regiões e mantém influência por meio do uso da força e de práticas ilegais.
O presidente Gustavo Petro já comparou Mordisco a Pablo Escobar e o considera uma das principais ameaças à segurança do país. Após os ataques recentes, o governo determinou o reforço das operações militares para combater o grupo e capturar o líder guerrilheiro.
Mesmo após ter sido dado como morto em ocasiões anteriores, Mordisco reapareceu e segue ativo, desafiando o Estado colombiano. Ele é descrito por autoridades e analistas como um comandante que mantém a estrutura armada das dissidências e impede o desaparecimento da antiga guerrilha.
A intensificação da violência ocorre em um contexto político sensível, próximo às eleições no país, o que amplia a preocupação das autoridades com a segurança e o impacto das ações do grupo na estabilidade nacional.
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