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Arqueólogo amador encontra 934 moedas romanas de prata em campo na Alemanha

há 9 horas
3 min de leitura
Imagem ilustrativa
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Um arqueólogo amador encontrou um tesouro formado por 934 moedas romanas de prata em um campo nas proximidades de Wesseling, ao sul de Colônia, na Alemanha. A descoberta, feita há cerca de um ano, foi apresentada nesta terça-feira (22) em um museu de Bonn e é considerada pelas autoridades o maior tesouro de moedas do período do imperador Adriano já encontrado em território alemão.

O responsável pela descoberta foi Oliver Riedl, que possui autorização das autoridades alemãs de patrimônio histórico para realizar buscas com detector de metais. Segundo ele, ao localizar várias moedas no campo, percebeu que poderia estar diante de um achado importante.

“Estava claro para mim que havia algo importante aqui”, relatou Riedl durante a apresentação do tesouro.

Depois da descoberta, o arqueólogo amador procurou as autoridades e comunicou o achado. Uma equipe especializada foi enviada ao local e realizou novas escavações, encontrando ao todo 934 denários, nome dado às moedas romanas de prata.

As peças foram produzidas em diferentes períodos. A mais antiga foi cunhada em 148 a.C., enquanto a mais recente data de aproximadamente 124 ou 125 d.C. A concentração das moedas indica que o tesouro provavelmente foi enterrado durante o segundo quarto do século 2 d.C., período em que o Império Romano era governado pelo imperador Adriano, que esteve no poder entre 117 e 138 d.C.

Mistério sobre quem escondeu as moedas

As circunstâncias que levaram alguém a enterrar as moedas permanecem desconhecidas. Para o arqueólogo-chefe da Renânia do Norte-Vestfália, Erich Classen, uma das possibilidades é que o proprietário tenha escondido o dinheiro para mantê-lo protegido.

Na época, não existiam bancos como os atuais, o que fazia com que guardar riquezas enterradas pudesse ser uma forma de proteção. Classen afirmou, porém, que não é possível determinar com certeza por que o tesouro foi deixado no local.

Também não se sabe quem escondeu as moedas. Uma hipótese levantada pelo especialista é que o proprietário tenha morrido antes de conseguir recuperar o dinheiro ou transmitir a outras pessoas a informação sobre onde o havia enterrado.

O tesouro está agora em exposição no LVR-Landesmuseum, em Bonn, na Renânia do Norte-Vestfália.

Quanto valeria o tesouro na época?

Embora seja difícil transformar as moedas em um valor atual, os arqueólogos conseguem estimar sua importância econômica a partir de registros históricos sobre os salários da época.

Segundo a arqueóloga Rahel Otte, um legionário romano comum recebia aproximadamente 300 denários por ano. Parte desse valor, cerca de metade, era descontada para despesas relacionadas à alimentação e aos equipamentos.

Com base nessa comparação, um legionário precisaria economizar praticamente toda a renda disponível durante cerca de seis anos para juntar uma quantidade equivalente à encontrada em Wesseling.

Região tem forte presença romana

A descoberta também está relacionada à longa presença do Império Romano na região. As áreas de Bonn e Colônia possuem origens ligadas à ocupação romana da Renânia, e achados de moedas de períodos antigos não são considerados incomuns no território.

A presença romana na região começou por volta de 39 a.C., quando os romanos estabeleceram posições para proteger a fronteira do império ao longo do rio Reno. A estrutura militar criada naquele período contribuiu para o desenvolvimento das cidades que atualmente correspondem a Colônia e Bonn.

Apesar de outros tesouros já terem sido encontrados na região, as autoridades destacam que poucos possuem uma dimensão comparável à descoberta de Wesseling, especialmente por reunir centenas de moedas do século 2.

O conjunto de 934 denários permite aos pesquisadores estudar um período de aproximadamente três séculos de circulação monetária e oferece novas informações sobre a presença romana e a movimentação de riquezas na região que hoje faz parte da Alemanha.

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