Autoras negras de Minas podem concorrer a prêmio de R$ 10 mil e publicação de livro
gazetadevarginhasi
14 de ago. de 2025
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Divulgação
Edital do programa antirracista “Sobre Tons” vai premiar autoras negras mineiras com R$ 10 mil e publicação de livros.
O programa antirracista “Sobre Tons”, promovido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) em parceria com a Fundação Clóvis Salgado (FCS), abriu inscrições para seleção de obras literárias e científicas de autoras negras mineiras. O edital premiará três autoras com R$ 10 mil cada, além da impressão de 600 exemplares de cada obra, que serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas, instituições culturais e educacionais. O prazo para participação vai até 31 de agosto de 2025.
Criado em 2024, o “Sobre Tons” já realizou diversas ações artístico-culturais em áreas como música, artes visuais, cinema e dança. Agora, a iniciativa amplia seu alcance ao setor literário e científico, buscando valorizar a produção intelectual de mulheres negras nascidas e residentes em Minas Gerais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da FCS. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail contato@artsrealiza.com.br ou pelo telefone/WhatsApp (31) 9 8634-3980.
Podem participar obras escritas em língua portuguesa, de qualquer gênero — como romance, conto, poesia, crônica, ensaio, literatura infantil, entre outros. Os livros não precisam ser inéditos e podem ou não ter ilustrações. As autoras devem ter mais de 18 anos e podem inscrever até três obras, mas apenas uma será contemplada. Os títulos devem estar revisados, ter até 200 páginas no formato 17x24 cm e, caso vinculados a editoras, contar com carta de anuência e cessão de direitos autorais.
A seleção será feita por uma comissão formada por três profissionais de destaque na área literária, que avaliarão qualidade, originalidade, relevância e potencial de contribuição para a visibilidade da produção negra no Brasil. O resultado será divulgado até 30 de setembro de 2025 nos sites da FCS e da Arts Realizações, além do envio por e-mail às vencedoras.
O edital é financiado pelo Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (Funemp) e integra as ações do MPMG, Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e FCS. Para a promotora de Justiça Nádia Estela Ferreira Mateus, coordenadora da Ccrad, a iniciativa tem papel fundamental no enfrentamento ao racismo e na reparação histórica. “Ao assegurar mecanismos para publicação dessas produções, o edital rompe com a lógica excludente que limitou a circulação dessas narrativas e enriquece o patrimônio cultural e científico mineiro e brasileiro”, afirma.
O presidente da FCS, Sérgio Rodrigo Reis, reforça o impacto duradouro da ação: “As obras premiadas serão publicadas e distribuídas, garantindo que o conhecimento gerado alcance não só o presente, mas também as próximas gerações”.
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