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Avalanche no Himalaia deixa 1.318 mortos e mais de 5.600 desaparecidos entre Nepal e Tibete

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Ilustrativa
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As enchentes devastadoras provocadas pelo colapso de uma geleira na região do Himalaia já deixaram pelo menos 1.318 mortos e 5.624 desaparecidos na fronteira entre Nepal e China, segundo os balanços divulgados pelas autoridades dos dois países nesta sexta-feira (4). No Tibete, a imprensa estatal chinesa informou 31 mortes e 531 desaparecidos. No Nepal, foram registradas 1.287 mortes e 5.083 pessoas ainda sem localização.

Em meio à dimensão da tragédia, equipes de resgate conseguiram encontrar dois trabalhadores com vida que estavam presos havia nove dias em um túnel de uma usina hidrelétrica no Nepal. O primeiro sobrevivente foi retirado do túnel da usina Trishul 3A durante uma operação do Exército nepalês. Pouco depois, um parlamentar confirmou que uma segunda pessoa também havia sido resgatada.

Imagens divulgadas pelo Exército mostraram um dos trabalhadores coberto de lama enquanto era carregado nos ombros por um socorrista. Os dois receberam atendimento médico ainda no local e foram posteriormente encaminhados para um hospital em Katmandu. Amir Maharjan, irmão de um dos sobreviventes, afirmou à Associated Press que a família estava apenas agradecida pelo resgate.

As autoridades ainda mantêm a expectativa de encontrar outras pessoas com vida dentro dos túneis. O ministro da Energia do Nepal, Biraj Bhakta Shrestha, afirmou à BBC esperar que novos sobreviventes possam ser retirados nas horas seguintes. A busca continua em diferentes instalações hidrelétricas afetadas pela enchente.

O desastre começou em 26 de agosto, quando parte de uma geleira próxima ao pico Langtang Lirung, no Nepal, desabou. A queda arrastou grandes volumes de gelo e rochas e provocou uma avalanche que atingiu o rio Lhende Khola. O bloqueio do curso do rio formou uma enorme onda de lama, pedras, gelo e água.

O fluxo percorreu mais de 20 quilômetros, atingindo áreas do Nepal e do Tibete e destruindo vilarejos, estradas, pontes e instalações de geração de energia. Um dos pontos mais afetados foi o posto de fronteira de Gyirong, no Tibete, uma importante ligação comercial entre China e Nepal. Imagens de câmeras de segurança registraram a força da enxurrada, que arrastou construções e pessoas.

Nove dias após o início da catástrofe, as operações de resgate continuam diante da grande quantidade de lama, pedras e outros detritos acumulados nas áreas atingidas. Em alguns túneis de usinas hidrelétricas, equipes seguem procurando possíveis sobreviventes enquanto o balanço de mortos e desaparecidos permanece em atualização.

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Gazeta de Varginha

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