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Belo Horizonte concentra 20% dos roubos a comércios em Minas e preocupa também interior

  • gazetadevarginhasi
  • 14 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura
A cada ano, Belo Horizonte aumenta sua participação nos roubos contra estabelecimentos comerciais em Minas Gerais, respondendo atualmente por cerca de 20% — ou um em cada cinco crimes desse tipo no estado. O temor no comércio, bastante presente na capital, começa a se espalhar também pelo interior, onde comerciantes têm adotado medidas como trancar-se atrás de grades para tentar garantir a segurança.
Essas precauções, porém, têm efeito colateral: podem elevar os preços dos produtos, reduzir as margens de lucro e afugentar clientes, impactando o consumo. É o que aponta um levantamento do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com dados sobre roubos e furtos a estabelecimentos entre 2022 e 2024, analisados pela equipe do Estado de Minas.
Segundo os dados, o aumento dos roubos no período pós-pandemia obrigou lojistas a reforçarem os custos com segurança, investindo em grades, câmeras, seguros mais caros e, em alguns casos, diminuindo a exposição de produtos para reduzir perdas. No interior, a sensação de insegurança cresce, com comerciantes relatando a necessidade de fechar portas mais cedo e restringir horários de funcionamento.
Essa combinação de maior criminalidade e medidas defensivas tem afetado o consumo, já que os custos são repassados aos clientes e a experiência de compra se torna menos convidativa. A Sejusp aponta que os crimes contra estabelecimentos comerciais voltaram a crescer de forma significativa nos últimos dois anos, após um período de queda durante a pandemia.
Os comerciantes entrevistados para a pesquisa relatam frustração com a lentidão das respostas estatais, pedindo mais policiamento ostensivo, iluminação pública e monitoramento eletrônico como formas de reduzir a vulnerabilidade do comércio.

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Gazeta de Varginha

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