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Bioeconomia pode movimentar US$ 30 trilhões por ano até 2050, indica relatório lançado no Rio

  • 12 de set. de 2024
  • 2 min de leitura
A bioeconomia está se consolidando como um componente central na transição para uma economia de baixo carbono e pode movimentar até US$ 30 trilhões anualmente até 2050, segundo o relatório “Financiando uma Bioeconomia Global Sustentável”. O documento, lançado nesta quarta-feira (11) durante um evento no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, destaca o crescente papel da bioeconomia como um motor de desenvolvimento sustentável.
De acordo com o Fórum Mundial de Bioeconomia, a bioeconomia já representa entre US$ 4 trilhões e US$ 5 trilhões em atividades econômicas diretamente associadas a recursos naturais. O relatório, elaborado pela NatureFinance, uma organização sem fins lucrativos suíça, e pelo Fórum Mundial de Bioeconomia, aponta que o crescimento desse setor é impulsionado principalmente pelas preocupações com o clima, o meio ambiente e a saúde, refletidas nas preferências do mercado e no desenvolvimento de marcos regulatórios.
O documento faz parte da Iniciativa do G20 sobre Bioeconomia (GIB), proposta pelo governo brasileiro, que busca estabelecer princípios comuns para o tratamento da bioeconomia no comércio global, instrumentos financeiros e relações diplomáticas. O estudo foi apresentado durante três dias de reuniões no Rio de Janeiro, culminando em um acordo sobre os Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia, classificado como histórico pelo Itamaraty.
A GIB, criada pelo Brasil, está alinhada com as prioridades do país durante sua presidência temporária do G20, que incluem o desenvolvimento sustentável, o combate à fome e à pobreza, e a reforma das instituições globais de governança.
O relatório enfatiza que, apesar das lacunas de dados, o financiamento da bioeconomia é totalmente possível, aproveitando uma variedade de instrumentos financeiros já existentes. O apoio do G20 à bioeconomia pode representar um passo importante na construção de uma economia global mais sustentável e inclusiva.

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Gazeta de Varginha

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