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Brasil participa de grande exercício militar liderado pelos EUA no Panamá

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura
Brasil participa de grande exercício militar liderado pelos EUA no Panamá
Divulgação/PANAMAX 2026 reúne forças de 19 países entre 3 e 13 de agosto em treinamentos voltados à proteção do Canal do Panamá e à atuação conjunta diante de ameaças simuladas.
Brasil participa de exercício militar multinacional no Panamá ao lado dos Estados Unidos e outros 17 países.

O Brasil participa do PANAMAX 2026, exercício militar multinacional realizado no Panamá entre os dias 3 e 13 de agosto, ao lado dos Estados Unidos e de outros 17 países. A atividade reúne forças de 19 nações em treinamentos voltados à proteção do Canal do Panamá e à resposta conjunta a ameaças simuladas.

Participam do exercício Panamá, Argentina, Belize, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Holanda, Paraguai, Peru, Reino Unido e Estados Unidos.

O treinamento utiliza um cenário fictício em que uma coalizão internacional precisa responder a ameaças contra o canal e a estabilidade regional. As atividades envolvem planejamento, coordenação e operações em diferentes áreas, permitindo avaliar a capacidade de forças de diferentes países trabalharem de maneira integrada.

Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos, o objetivo é ampliar a interoperabilidade entre os países participantes, permitindo que militares consigam planejar, se comunicar e atuar de forma coordenada diante de situações de crise.

Esta é a primeira vez em 14 anos que o PANAMAX volta a ser realizado como um exercício multinacional ao vivo no Panamá. A edição de 2026 também inclui atividades de posto de comando em território panamenho e nos Estados Unidos.

Países dividem funções de liderança
Apesar da participação central dos Estados Unidos na organização, diferentes países latino-americanos assumem funções de liderança nos componentes do exercício.

O Panamá atua como país anfitrião. A Argentina participa da direção do componente de operações especiais, enquanto o Chile lidera o componente marítimo. A Colômbia assume o componente aéreo e o Peru, as forças terrestres.

O Comando Sul confirmou a participação brasileira, mas não detalhou, na publicação oficial sobre o exercício, quais unidades, equipamentos ou efetivos do Brasil foram empregados especificamente nesta etapa.

Canal do Panamá é foco do treinamento
A escolha do Panamá está relacionada à importância estratégica do Canal do Panamá, uma das principais rotas de ligação entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
O PANAMAX foi criado justamente para testar a capacidade de forças multinacionais de responder a situações que possam ameaçar a segurança e a livre navegação pelo canal.

Os Estados Unidos e o Panamá já haviam estabelecido, em 2025, acordos para a retomada de treinamentos conjuntos no país e para a realização da edição de 2026 do exercício.

Antes do início da atual fase do PANAMAX, aeronaves norte-americanas também foram deslocadas para o Panamá, incluindo helicópteros UH-60/HH-60 Black Hawk e CH-47 Chinook, utilizados em treinamentos relacionados ao exercício e em outras atividades bilaterais.

EUA criam nova força-tarefa para o Hemisfério Ocidental
A realização do PANAMAX ocorre paralelamente a uma mudança na estrutura militar dos Estados Unidos para atuação na região.

Em 4 de agosto, o Comando Sul anunciou a ativação da Joint Task Force Western Hemisphere (JTF-WHEM), uma nova força-tarefa criada para coordenar operações militares com países aliados e parceiros no Hemisfério Ocidental.

A estrutura terá capacidade para integrar atividades de inteligência, vigilância, reconhecimento, planejamento operacional e coordenação multinacional.

A nova força-tarefa será comandada pelo major-general Kevin Jarrard, do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Participação no PANAMAX não significa adesão a coalizão contra cartéis
A participação brasileira no PANAMAX não representa, automaticamente, adesão à Americas Counter Cartel Coalition (A3C), iniciativa norte-americana voltada ao combate a cartéis e outras organizações consideradas ameaças pelos Estados Unidos.

O Brasil, assim como México e Colômbia, não integrou a formação inicial da coalizão, embora mantenha canais próprios de cooperação militar e de segurança com Washington.

Em julho, representantes dos governos brasileiro e norte-americano também discutiram possibilidades de cooperação no combate ao narcotráfico. Na ocasião, os Estados Unidos classificaram o Brasil como um potencial parceiro na área, enquanto autoridades brasileiras destacaram que o enfrentamento ao narcotráfico no país envolve principalmente o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Fonte: SociedadeMilitar

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Gazeta de Varginha

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