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Brasil registra queda de cerca de 1 milhão de matrículas na educação básica em um ano, aponta Censo Escolar

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Dados do Censo Escolar 2025, divulgados na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que o Brasil teve uma redução de cerca de 1 milhão de matrículas na educação básica entre os anos letivos de 2024 e 2025, conforme levantamento publicado neste dia. O total de matrículas na educação básica — que inclui creche, pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, cursos técnicos, qualificação profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA) — passou de 47,08 milhões para aproximadamente 46,01 milhões, indicando uma retração de 2,3% no número de estudantes.

De acordo com os dados oficiais, essa queda representa a maior redução no número de matrículas na educação básica em quase 20 anos, superando variações negativas anteriores observadas na série histórica do Censo.

O ensino médio foi uma das etapas mais afetadas pela retração: as matrículas dessa fase escolar atingiram o menor número registrado em todo o século XXI, caindo de cerca de 7,79 milhões em 2024 para 7,37 milhões em 2025. Essa etapa sofre redução tanto na rede pública quanto em parte do setor privado, ainda que a rede privada tenha apresentado leve crescimento em alguns casos.

A perda de alunos foi generalizada em todo o país, com todos os estados registrando redução nas matrículas do ensino médio entre 2024 e 2025, à exceção de alguns poucos entes federativos que apresentaram variações positivas isoladas. Em termos percentuais, a queda foi particularmente acentuada em unidades como o Estado de São Paulo, que registrou perda de mais de 250 mil estudantes nessa etapa em apenas um ano.

No cálculo geral da educação básica, a queda de cerca de 1 milhão de matrículas também refletiu diminuições em outras etapas, incluindo educação infantil e ensino fundamental, marcando um recuo que não era observado desde o período pós-pandemia de Covid-19, quando houve retração semelhante entre 2020 e 2021 devido aos impactos sanitários e sociais.

O Inep e o Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgaram análises detalhadas que expliquem integralmente os motivos da queda de matrículas, incluindo taxas de evasão, reprovação e abandono escolar, embora a redução demográfica, mudanças nos padrões de frequência e fatores econômicos sejam apontados por especialistas como possíveis contribuições para o fenômeno observado.

Os números do Censo Escolar se baseiam em dados coletados em escolas públicas e privadas de todo o país, abrangendo cerca de 178 mil unidades de ensino, e fornecem um retrato amplo da situação da educação básica no Brasil, servindo de referência para formulação de políticas públicas e programas educacionais.

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Gazeta de Varginha

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