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Brasil solicita à OMS certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV

  • 11 de jun. de 2025
  • 1 min de leitura
O Brasil deu um passo importante no combate ao HIV ao solicitar à Organização Mundial da Saúde (OMS) a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV, ou seja, de mãe para filho. A solicitação foi feita nesta terça-feira (3) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o XV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, realizado no Rio de Janeiro.
O relatório entregue à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço regional da OMS, mostra que o país alcançou menos de 2% de taxa de transmissão vertical em 2023, além de registrar menos de 1 caso de HIV por 2 mil nascidos vivos — critérios exigidos para o reconhecimento internacional.
Padilha destacou que o Brasil é o maior país do mundo a atingir esse marco, resultado de esforços do SUS, estados e municípios, além de políticas como:
  • Cobertura de mais de 95% em consultas pré-natal e testagem de HIV em gestantes;
  • Tratamento universal de gestantes vivendo com HIV;
  • Distribuição gratuita de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição), com 184 mil usuários em 2025;
  • Expansão dos testes rápidos do tipo duo HIV e sífilis com foco em gestantes.
Segundo Cristian Morales, representante da Opas, a conquista permitirá que “milhares de mulheres realizem o sonho de serem mães com segurança”, e destacou que o desafio agora é manter o financiamento constante dessas ações.
Além disso, a taxa de mortalidade por AIDS no Brasil caiu para 3,9 óbitos por 100 mil habitantes, o menor índice desde 2013.
Atualmente, 19 países já foram certificados pela OMS pela eliminação da transmissão vertical do HIV. Caso seja reconhecido, o Brasil se tornará o vigésimo integrante dessa lista histórica.

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Gazeta de Varginha

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