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Brasileira é presa em Bali com 3,6 kg de cocaína líquida escondida em frascos de cosméticos

22 de out.
3 min de leitura
Imagem: Divulgação/Polícia Nacional da Indonésia
Imagem: Divulgação/Polícia Nacional da Indonésia


Uma brasileira de 36 anos foi presa na Indonésia suspeita de tráfico internacional de drogas após ser flagrada com 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de cosméticos e produtos de higiene pessoal. A mulher foi detida no Aeroporto Internacional de Bali, um dos principais pontos de entrada de turistas no país asiático, e poderá enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua ou pena de morte, caso seja condenada.

A prisão foi divulgada pelas autoridades indonésias em outubro. A brasileira foi identificada pelas iniciais TCDS e abordada por agentes no terminal de chegadas internacionais do aeroporto. Durante a fiscalização, os policiais encontraram a substância entorpecente disfarçada em embalagens utilizadas para armazenar produtos de cuidados pessoais.

O caso está sob investigação da Diretoria de Narcóticos da Polícia Regional de Bali, que busca esclarecer a origem da droga, identificar os responsáveis pelo fornecimento e descobrir qual seria o destino final da remessa.

A operação contou com a participação de agentes da Alfândega de Ngurah Rai, responsáveis pela fiscalização de passageiros e mercadorias que entram no território indonésio. Após a apreensão, a mulher foi encaminhada à sede da Polícia Regional de Bali, onde permanece detida enquanto as autoridades dão continuidade aos procedimentos legais.

Até o momento, não foram divulgados novos detalhes sobre o andamento das investigações nem sobre a possível participação de outras pessoas no transporte do entorpecente.

Legislação antidrogas prevê punições severas

A prisão chamou a atenção para a rigidez da legislação da Indonésia contra o tráfico de drogas. O país prevê punições que podem incluir longos períodos de encarceramento, prisão perpétua e, em determinadas circunstâncias, pena de morte.

A gravidade da situação está relacionada ao histórico de aplicação da legislação antidrogas contra estrangeiros, incluindo cidadãos brasileiros. A nacionalidade da suspeita não a isenta de responder às acusações de acordo com as leis locais.

A possibilidade de uma condenação à pena capital, entretanto, não significa que a brasileira já tenha recebido uma sentença. Ela permanece sob investigação, e a definição de sua responsabilidade criminal dependerá do processo judicial.

Dois brasileiros foram executados em 2015

A Indonésia já executou dois brasileiros condenados por tráfico de drogas. Os casos ocorreram em 2015 e tiveram repercussão internacional, além de provocar esforços diplomáticos do governo brasileiro para tentar impedir as execuções.

O primeiro foi Marco Archer Cardoso Moreira, conhecido como Curumim, executado em 17 de janeiro de 2015. Ele havia sido condenado por tentar entrar no país com aproximadamente 13 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada. Marco foi preso em 2003 e permaneceu detido por mais de uma década antes de ser executado por um pelotão de fuzilamento.

O segundo brasileiro foi Rodrigo Muxfeldt Gularte, executado em 28 de abril de 2015. Ele havia sido preso em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com cerca de seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe. Assim como no caso de Marco Archer, os pedidos de clemência apresentados pela família e pelo governo brasileiro não impediram a execução.

Os dois episódios tornaram-se referências na discussão sobre a severidade das leis antidrogas indonésias e os riscos enfrentados por estrangeiros condenados por esse tipo de crime.

Outras brasileiras também foram presas no país

O caso atual também relembra a prisão de Manuela Vitória de Araújo Farias, brasileira detida em Bali após ser flagrada com cocaína em 2022. Ela foi condenada a 11 anos de prisão e escapou das penas de morte e de prisão perpétua.

Em junho de 2025, outro brasileiro também foi preso na ilha de Bali por suspeita de transportar cocaína. Segundo informações divulgadas na época, ele havia desembarcado de um voo procedente de Dubai e foi detido durante uma fiscalização no aeroporto.

Esses episódios evidenciam a atuação das autoridades indonésias na fiscalização de entorpecentes em aeroportos e o risco de punições severas para pessoas acusadas de transportar drogas para o país.

No caso da brasileira de 36 anos, os investigadores continuam apurando de onde veio a cocaína líquida, quem organizou o transporte e quem receberia a carga. As respostas poderão ajudar a esclarecer se a suspeita agia sozinha ou se fazia parte de uma rede de tráfico internacional.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil foi procurado para comentar a prisão, mas, até a publicação das informações disponíveis, não havia apresentado resposta.

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