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Brasileiro voluntário está em prédio em Kharkiv quando drone russo o atinge; vários compatriotas estavam no local e relatam ferimentos

há 1 hora
2 min de leitura
Reprodução
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O brasileiro Lucas Cândido, que atua como voluntário na Ucrânia, estava no prédio atingido por um drone russo na cidade de Kharkiv, na terça-feira (13). O ataque provocou chamas e um clarão vermelho na edificação. Kharkiv localiza-se no leste do país, a aproximadamente duas horas de distância da fronteira com a Rússia, o que a torna uma das áreas mais expostas aos ataques que se repetem há quase cinco anos de conflito armado. O episódio foi compartilhado nas redes sociais, mostrando a proximidade e a violência do impacto.

Lucas não estava sozinho no local: ele estava acompanhado de outros brasileiros que também se encontravam no prédio — entre eles Kaique, Marco, Abader e Gabriel. Em mensagem postada após o ocorrido, Gabriel relatou que a maioria dos colegas sofreu ferimentos, sendo que ele próprio teve a perna machucada, mas que todos estão vivos e agradecem por terem sobrevivido. "Infelizmente, a Rússia é assim, covarde", escreveu. O episódio traz para perto da realidade brasileira os riscos enfrentados por cidadãos que decidem se envolver ou permanecer em regiões de conflito, mesmo após o anúncio de medidas que supostamente reduziriam os ataques.

O ataque ocorre em meio a uma série de declarações sobre uma possível trégua. No domingo (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em sua rede social que Ucrânia e Rússia haviam concordado com um cessar-fogo parcial, direcionado especificamente para interromper os bombardeios contra a infraestrutura energética de ambos os países. Até o momento, porém, nem a Rússia nem a Ucrânia confirmaram formalmente o acordo. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter ficado surpreso com o anúncio, mas esclareceu que a Ucrânia cumprirá a trégua desde que a Rússia também a respeite. O Kremlin não se pronunciou sobre o assunto até a última atualização da reportagem.

A iniciativa foi precedida por proposta de Zelensky, que declarou estar pronto para cessar os ataques contra refinarias russas de petróleo caso Moscou interrompa os bombardeios a usinas e redes de energia ucranianas. Em seguida, o líder ucraniano apresentou uma proposta mais ampla: pediu a Vladimir Putin um cessar-fogo total de 60 dias, garantindo que, se a trégua for respeitada, a Ucrânia realizará eleições durante esse período. A resposta russa ainda não veio, e enquanto as tratativas diplomáticas prosseguem sem definição, ataques como o de Kharkiv continuam acontecendo, mantendo a população — inclusive estrangeiros — em situação de risco constante.

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