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Câncer silencioso pode ganhar nova estratégia de combate no SUS

  • 20 de mar.
  • 2 min de leitura
Câncer silencioso pode ganhar nova estratégia de combate no SUS
Divulgação
SUS pode criar programa nacional para rastreamento do câncer colorretal.

O Sistema Unico de Saude pode ganhar um novo programa voltado ao rastreamento do câncer colorretal, doença que afeta o intestino grosso e o reto e vem apresentando aumento no número de casos e mortes no país.

Uma diretriz com orientações para a testagem já foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissao Nacional de Incorporacao de Tecnologias no SUS. Nos próximos dias, o documento será submetido à consulta pública, etapa que permitirá a participação da sociedade antes da decisão final.

A definição sobre a adoção do programa caberá ao Ministério da Saúde, que acompanha o andamento do processo. Representantes da pasta que integram a comissão já se manifestaram favoráveis à proposta.

A diretriz recomenda que pessoas entre 50 e 75 anos, sem fatores de risco, realizem a cada dois anos o teste imunoquímico para detectar sangue oculto nas fezes. Caso o resultado seja positivo, o paciente deverá ser encaminhado para colonoscopia, exame que permite identificar a causa do sangramento e iniciar o tratamento adequado.

O objetivo é detectar lesões pré-cancerígenas ou a doença em estágio inicial, aumentando significativamente as chances de cura. Segundo o Instituto Nacional de Cancer, o rastreamento ainda é pouco realizado no Brasil, tanto na rede pública quanto na privada.

Especialistas destacam que, diferentemente de outros tipos de câncer, o colorretal permite a identificação e remoção de lesões antes que evoluam para tumores, o que pode reduzir não apenas a mortalidade, mas também o número de novos casos.

Estudos indicam que as mortes por esse tipo de câncer podem quase triplicar até 2030, principalmente porque muitos pacientes recebem o diagnóstico em fases avançadas da doença.

A implementação do programa deverá ocorrer de forma gradual, permitindo que o sistema de saúde absorva a demanda sem comprometer o atendimento de pacientes com sintomas, que necessitam de diagnóstico rápido.

Além disso, o modelo prevê acompanhamento contínuo dos pacientes, com convocação para exames periódicos e encaminhamento para tratamento quando necessário.

Especialistas também alertam para sinais que exigem atenção imediata, como emagrecimento sem causa aparente, dor abdominal, alterações no hábito intestinal, anemia, cansaço e fezes mais finas, que podem indicar obstrução intestinal.

A proposta ganha ainda mais relevância durante o Marco Azul, mês dedicado à conscientização sobre a doença e à importância do diagnóstico precoce.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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