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Campanha Maio Roxo chama atenção para sintomas da doença de Crohn e retocolite

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Campanha Maio Roxo chama atenção para sintomas da doença de Crohn e retocolite
Divulgação
Maio Roxo alerta para doenças inflamatórias intestinais e destaca importância do diagnóstico precoce.

A campanha Maio Roxo tem como objetivo conscientizar a população sobre as doenças inflamatórias intestinais (DIIs), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, além de reforçar a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. A mobilização é promovida pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia e outras instituições ligadas à saúde.

No Brasil, estima-se que cerca de 0,1% da população conviva com algum tipo de doença inflamatória intestinal. As enfermidades podem surgir em qualquer fase da vida, embora sejam mais frequentes em adultos entre 20 e 30 anos e também em idosos entre 60 e 70 anos.

As DIIs são caracterizadas por inflamações no trato intestinal, geralmente relacionadas ao próprio sistema imunológico do paciente. Entre os principais sintomas estão diarreia persistente, dores abdominais, perda de peso, anemia e alterações intestinais recorrentes.

A médica coloproctologista Mariane Savio destacou a importância de procurar avaliação médica diante de sintomas prolongados. Segundo ela, sinais como diarreia por mais de quatro semanas, dores frequentes no abdômen e emagrecimento precisam ser investigados para evitar a progressão da doença.

O diagnóstico costuma envolver exames complementares, principalmente colonoscopia, além de tomografia, ressonância magnética e ultrassom em alguns casos. A especialista explica que a doença de Crohn pode atingir qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, enquanto a retocolite ulcerativa afeta apenas o reto e o cólon.

Apesar de existirem tratamentos específicos para cada enfermidade, muitos medicamentos podem ser utilizados em ambas as condições. Em situações mais graves, pacientes podem necessitar do uso de bolsa de colostomia.

A especialista também alertou para a dificuldade de acesso a consultas e exames especializados, fator que pode atrasar o diagnóstico e comprometer o início do tratamento ainda na fase inicial da doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para atendimento de pacientes com doenças inflamatórias intestinais, incluindo fornecimento de medicamentos.

Além disso, fatores como estresse, tabagismo e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados estão entre os principais elementos estudados como possíveis desencadeadores das doenças.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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