Campanha nacional busca DNA de familiares para encontrar desaparecidos; PCMG integra ação
gazetadevarginhasi
7 de ago. de 2025
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Divulgação
PCMG participa de campanha nacional para coleta de DNA de familiares de desaparecidos.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) aderiu à edição 2025 da Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, lançada nesta terça-feira (5/8) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em cerimônia realizada no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). A mobilização será realizada entre os dias 5 e 15 de agosto, com o objetivo de incentivar familiares de pessoas desaparecidas a fornecerem amostras genéticas para comparação com perfis já cadastrados em bancos de dados estaduais e no Banco Nacional de Perfis Genéticos.
A medida visa fortalecer as ações de identificação de pessoas desaparecidas, tanto vivas quanto falecidas, a partir do cruzamento de informações genéticas. Segundo a delegada Ingrid Estevam, chefe da Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida (DRPD), o engajamento das famílias é essencial para que casos ainda não resolvidos possam ganhar uma resposta. “A PCMG está devidamente preparada para receber estes familiares com toda a estrutura necessária. O objetivo, todos os anos, é alcançar resultados significativos, oferecendo respostas para casos ainda não esclarecidos”, declarou.
De acordo com o perito criminal Giovanni Vitral, responsável pelo Laboratório de DNA da PCMG, o trabalho de análise genética vem apresentando resultados consistentes. “Nos últimos cinco anos, 28 pessoas foram identificadas por meio do banco de perfis genéticos. O trabalho teve início em 2014, mas os ‘matches’ começaram em 2019 com o fortalecimento da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), quando passamos a processar mais amostras de restos mortais e de familiares”, explicou.
Onde participar
Em Belo Horizonte, os familiares interessados devem procurar a DRPD, munidos de documento de identidade e do Registro de Evento de Defesa Social (Reds) relativo ao desaparecimento. Após a emissão da requisição pericial, serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), onde a coleta ocorrerá entre 8h e 18h.
Já no interior de Minas, a orientação é procurar a Delegacia Regional da Polícia Civil para emissão do documento, sendo em seguida direcionados ao Posto Médico-Legal de sua cidade, no mesmo horário de atendimento. É necessário apresentar documento de identidade e o Reds do desaparecimento.
Materiais aceitos
Além da coleta do DNA dos familiares, também é possível entregar ao IML objetos de uso exclusivo da pessoa desaparecida que possam conter vestígios genéticos, como escovas de dente, roupas não lavadas, bonés, escovas de cabelo ou barbeadores.
A preferência para coleta de material genético segue uma ordem: pai e mãe juntos; um dos genitores acompanhado dos filhos; ou ainda pai, mãe, filhos e irmãos com os mesmos pais biológicos (mínimo de dois irmãos).
Conforme esclarece o perito Giovanni Vitral, o procedimento é simples e indolor. Após a coleta, o material é encaminhado ao Laboratório de DNA da PCMG, onde o perfil genético é extraído e inserido no banco nacional, que realiza buscas por compatibilidades e pode indicar a identificação da pessoa desaparecida.
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