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Carol Castro relata diagnóstico de fibromialgia que chegou a ser confundido com sinusite

  • 26 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A atriz Carol Castro, de 41 anos, falou publicamente nesta quinta-feira (26 de fevereiro de 2026) sobre sua experiência pessoal com a fibromialgia, uma condição descrita por ela como uma doença silenciosa, sem exame diagnóstico específico e com sintomas inicialmente confundidos com sinusite, em relato feito no programa “Encontro”, da TV Globo.

Segundo Castro, os primeiros sinais que a levaram a procurar ajuda médica incluíam fortes dores de cabeça e na face, sintomas que em um primeiro momento a atriz chegou a associar à sinusite — condição que, de fato, pode provocar dores faciais e dor de cabeça em problemas respiratórios, embora seja uma doença distinta.

Durante sua fala, a atriz explicou que o diagnóstico de fibromialgia só foi estabelecido após uma série de exames e exclusões clínicas: “É muito difícil você chegar a este diagnóstico da fibromialgia porque não existe um exame específico, é por exclusão. Então eu fui fazendo vários exames, várias investigações de saúde, porque já sentia algumas dores… Muita dor de cabeça”, relatou Castro, descrevendo a dificuldade enfrentada até a confirmação de sua condição.

Carol acrescentou que, em momentos de maior estresse ou tensão, os sintomas se agravam e que a dor pode se manifestar de forma ampla no corpo, incluindo articulações e rosto, o que também chegou a confundí-la: “Antigamente, eu achava que era sinusite porque em mim é muito forte na cabeça, no pescoço e tenho uma Disfunção Temporomandibular (DTM). Aí eu já estava usando placa e etc…”, explicou ela sobre as semelhanças entre os desconfortos sentidos e os sintomas de outras condições.

A atriz também relatou que buscou especialistas em doenças autoimunes e, após avaliações de sangue ao longo de cerca de um ano, foi encaminhada a uma reumatologista que, por meio da análise clínica conhecida como “exame do toque”, chegou ao diagnóstico definitivo. Castro descreveu a fibromialgia como uma síndrome de dor crônica ligada ao sistema nervoso central, ressaltando que em situações de estresse o corpo “trava” e a dor se intensifica: “É como se o cérebro estivesse o tempo todo em alerta”, disse.

No que diz respeito ao tratamento, Carol Castro mencionou que faz uso de medicação que pode causar sonolência, mas ressaltou a importância da atividade física e do trabalho para sua qualidade de vida, citando que o exercício aeróbico muitas vezes funciona “melhor do que qualquer medicação”. Ela também comentou sobre a falta de sono reparador e a realização de exames complementares, como polissonografia, para investigar problemas que possam estar associados à fadiga que sente.

Em seu depoimento, a atriz alertou para a importância de não normalizar a dor e para o fato de que condições como a fibromialgia podem ser invisíveis em exames tradicionais, fazendo com que pacientes sejam julgados ou tenham seus sintomas subestimados.

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Gazeta de Varginha

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