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CCJ do Senado aprova PEC que extingue aposentadoria compulsória como punição

  • 8 de abr.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou uma proposta de emenda à Constituição que acaba com a aposentadoria compulsória como forma de punição disciplinar para juízes, militares e membros do Ministério Público. A medida altera a Constituição para impedir que esse tipo de sanção seja aplicado a servidores que tenham cometido infrações.

A proposta, identificada como PEC 3/2024, foi apresentada pelo então senador Flávio Dino, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal. O texto recebeu parecer favorável da relatora, senadora Eliziane Gama, que acolheu apenas emendas de redação e manteve o conteúdo original da iniciativa.

Segundo a justificativa apresentada por Flávio Dino, a aposentadoria compulsória não deve ser utilizada como punição em casos de faltas graves, já que esse tipo de medida pode gerar desmoralização do serviço público e perda de confiança nas instituições. O objetivo da proposta é reforçar a responsabilização de agentes públicos e assegurar que a aposentadoria mantenha caráter exclusivamente previdenciário.

Com a aprovação da PEC na comissão, servidores que hoje poderiam ser punidos com aposentadoria compulsória passariam a estar sujeitos a outras penalidades previstas em lei, como demissão ou sanções equivalentes, conforme as regras de cada carreira. A proposta busca eliminar distorções legais e alinhar o tratamento disciplinar em diferentes áreas do serviço público.

O tema foi considerado sensível e já havia gerado debate entre senadores em tentativas anteriores de votação. Antes da análise final, a comissão promoveu discussões com representantes de categorias afetadas, como magistrados, membros do Ministério Público e representantes das Forças Armadas.

A proposta segue agora para análise em outras etapas do processo legislativo, incluindo votação no plenário do Congresso Nacional, onde ainda poderá ser debatida e eventualmente modificada antes de sua aprovação definitiva.

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Gazeta de Varginha

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