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Cenipa revela possíveis causas de queda de helicóptero que matou empresário e piloto no Sul de Minas

  • há 7 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que não foram encontradas evidências de falha mecânica que expliquem a queda do helicóptero PR-JMB, modelo Agusta A109S, que matou o empresário Márcio Bissoli, de 50 anos, e o piloto Luiz Gustavo Araújo Soares, de 39 anos, em Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas, em 16 de junho de 2018. Segundo a investigação, as hipóteses mais prováveis para a perda de controle da aeronave foram a formação de gelo durante o voo e a desorientação espacial do piloto, de forma isolada ou combinada.
O helicóptero havia decolado de Nova Lima (MG) com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Cerca de 52 minutos após a decolagem, o piloto solicitou mudança do voo visual para voo por instrumentos (IFR) e passou a operar em uma altitude próxima de 10 mil pés.
O Cenipa identificou a existência de um aviso meteorológico para formação de gelo severo na rota e destacou que o modelo da aeronave não era certificado para operar em condições conhecidas desse tipo. A análise apontou que a alta umidade e temperaturas próximas de 0°C poderiam causar perda de desempenho, aumento de vibrações e alterações nos instrumentos de voo. Nos minutos finais, os dados de radar mostraram mudanças sucessivas de direção, formando uma trajetória em zigue-zague, seguida de uma rápida perda de altitude. O piloto declarou emergência cerca de 17 segundos antes da perda do contato com a aeronave.
A investigação apontou que esse comportamento era compatível com casos de desorientação espacial, situação em que o piloto perde a percepção correta da posição e do movimento da aeronave, especialmente em voos noturnos e com poucas referências visuais.
Os exames realizados nos motores, rotores, sistemas hidráulicos e combustível não identificaram falhas que pudessem ter causado o acidente. O Cenipa classificou o planejamento do voo como fator efetivamente contribuinte, devido à exposição da aeronave a condições meteorológicas adversas.
O relatório também registrou que não foram encontrados documentos sobre treinamento recente do piloto em simulador para o modelo do helicóptero. A ausência desse treinamento e outros fatores, como condições meteorológicas e desorientação espacial, foram considerados elementos de contribuição indeterminada.
O acidente foi classificado como “perda de controle em voo”. A queda ocorreu por volta das 18h45, em uma área de difícil acesso próxima à rodovia MG-179, em Espírito Santo do Dourado. O empresário Márcio Bissoli, diretor executivo do grupo Bauminas, e o piloto Luiz Gustavo Araújo Soares, que tinha aproximadamente 8 mil horas de voo, foram encontrados mortos entre os destroços da aeronave.

Gazeta de Varginha

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