Chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã é morto em bombardeio, diz corpo militar
6 de abr.
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A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou a morte de seu chefe de inteligência, Majid Khademi, em um bombardeio ocorrido na manhã desta segunda-feira (6). O ataque foi atribuído a Israel e aos Estados Unidos, conforme comunicado oficial divulgado pelo corpo militar iraniano.
Segundo a nota, Khademi morreu durante o que foi classificado como um “ataque terrorista criminoso” realizado por forças consideradas inimigas. A declaração afirma que o militar morreu no início do dia e o descreve como um dirigente importante dentro da estrutura de inteligência da Guarda Revolucionária.
Majid Khademi ocupava o cargo desde a morte de seu antecessor, Mohammad Kazemi, que também foi morto em um ataque ocorrido anteriormente. O general era apontado como um veterano do regime iraniano, com cerca de 50 anos de atuação na Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, de acordo com informações divulgadas por autoridades do país.
O episódio ocorre em meio ao conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciado com ataques no fim de fevereiro. A guerra já provocou milhares de mortes, além de impactos em rotas marítimas e nos mercados globais, especialmente no setor de energia.
Além disso, o ataque acontece em um contexto de tensões relacionadas ao Estreito de Ormuz, que foi praticamente bloqueado pelo Irã. A situação elevou os preços do petróleo e do gás e levou países a adotarem medidas para conter os efeitos econômicos.
No mesmo período, autoridades informaram que uma proposta de cessar-fogo de 45 dias foi apresentada por mediadores internacionais, incluindo Egito, Paquistão e Turquia. A iniciativa prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e busca criar condições para negociações mais amplas, mas ainda não houve resposta oficial de Irã e Estados Unidos.
O ataque que matou Khademi ocorre também em meio a ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que poderá atingir infraestruturas civis caso o Irã não reabra a passagem estratégica.
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