China afirma que defenderá interesses comerciais com o Irã após ameaças de sanções dos EUA
há 24 minutos
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A China afirmou nesta terça-feira (25) que defenderá seus interesses comerciais e econômicos nas relações com o Irã diante da pressão exercida pelos Estados Unidos. A declaração ocorre após Washington anunciar novas sanções contra Teerã e ameaçar países e empresas que continuarem mantendo relações comerciais com o governo iraniano.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou durante uma coletiva de imprensa que Pequim se opõe às sanções unilaterais impostas pelos Estados Unidos e que não aceitará interferências externas em sua cooperação com o Irã.
A posição chinesa foi apresentada depois de o governo de Donald Trump ampliar a pressão econômica sobre Teerã. Os Estados Unidos anunciaram medidas voltadas a setores considerados estratégicos e indicaram que países que continuarem negociando com o Irã também poderão ser atingidos por sanções.
Washington chamou a nova ofensiva econômica de "Dia D econômico". A estratégia prevê ampliar o isolamento financeiro do Irã e pressionar governos e empresas estrangeiras a interromperem relações comerciais com o país. Entre os setores atingidos pelas novas medidas estão ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e transporte marítimo.
A China, porém, mantém sua posição de que suas relações comerciais com o Irã não devem sofrer interferência dos Estados Unidos. Pequim também sinalizou que poderá adotar medidas para proteger seus interesses caso Washington avance contra empresas chinesas envolvidas no comércio com Teerã.
A reação chinesa aumenta a tensão entre Pequim e Washington justamente enquanto os Estados Unidos tentam ampliar a pressão econômica sobre o Irã. A China é um importante parceiro comercial de Teerã e está entre os principais compradores do petróleo iraniano, o que torna sua participação relevante para a estratégia americana de isolamento econômico do país.
O governo iraniano também rejeitou a pressão americana e afirmou que pretende resistir às novas sanções. O impasse coloca China e Estados Unidos em lados opostos sobre a manutenção das relações comerciais com Teerã e acrescenta um novo ponto de tensão às relações entre as duas maiores economias do mundo.
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