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CHSL se torna centro de referência em doenças raras no Sul de Minas

  • há 2 horas
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Reprodução
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O atendimento à saúde no Sul de Minas passa por um marco histórico com a criação do serviço de doenças raras no Complexo Hospitalar Samuel Libânio (CHSL), em Pouso Alegre. A novidade foi anunciada no último sábado, 28 de fevereiro, data em que se celebra o Dia Mundial das Doenças Raras.
Segundo a diretora administrativa do CHSL, Jusselma de Paiva Reis, a unidade passa a ser o único centro de referência para o Sul e Sudoeste de Minas Gerais. “Nosso Complexo Hospitalar mostra mais uma vez sua força e importância com a implantação desse serviço fundamental, que vai beneficiar milhares de pessoas, evitando que tenham que se deslocar até Belo Horizonte para receber atendimento especializado”, ressalta.
O Serviço de Referência em Doenças Raras do CHSL será coordenado pelo neurologista infantil Dr. Walter Magalhães Fernandes. Ele explica que o atendimento será direcionado principalmente aos pacientes identificados pelo Teste do Pezinho, abrangendo condições de origem genética cujo tratamento precoce é essencial para a qualidade de vida. “São mais de 6 mil doenças raras. Somadas, tornam-se muito frequentes: apenas no Brasil, existem mais de 10 milhões de pacientes com algum tipo de doença rara”, afirma.
A endocrinologista pediátrica Dra. Gabrielle Sormanti Schnaider, uma das idealizadoras do projeto, conta que a iniciativa começou no final de 2024, após atender diversas crianças com essas condições. “A ideia tomou forma quando conheci o Dr. Maurício, geneticista, e conseguimos dar o primeiro passo. As doutoras Patrícia e Bárbara também se entusiasmaram e decidiram participar. Com o apoio irrestrito da administração do Complexo Hospitalar, iniciamos o credenciamento como serviço de referência, especialmente após a ampliação do Teste do Pezinho pelo Estado”, relata. O Dr. Maurício Paiva reforça que as doenças raras atingem um número reduzido da população — no Brasil, o critério é até 65 casos a cada 100 mil habitantes, cerca de 1 em 2 mil pessoas ou menos. Estima-se que existam entre 6 mil e 8 mil tipos diferentes dessas condições, sendo aproximadamente 80% de origem genética.
Para a Dra. Patrícia Marques, neurologista do CHSL e especialista em Doenças Neuromusculares pela UNIFESP, a criação do serviço traz grandes avanços. “O projeto vai oferecer atendimento de ponta aos pacientes, encurtar a jornada diagnóstica e definir linhas de tratamento individualizadas em conjunto com a equipe multidisciplinar — fonoterapia, fisioterapia, assistência social e nutrição. Também possibilita a descentralização da saúde, reduzindo distâncias e facilitando o acesso ao tratamento. É uma mudança histórica para os pacientes do Sul de Minas”, destaca.
Fonte: G1

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Gazeta de Varginha

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