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Chuva de meteoros terá pico na madrugada de sexta-feira e poderá ser vista a olho nu

  • há 1 dia
  • 2 min de leitura
Reprodução
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Uma chuva de meteoros atingirá seu pico na madrugada de sexta-feira (31) e poderá proporcionar um espetáculo no céu. Em condições favoráveis de observação, a expectativa é de que seja possível visualizar até 25 meteoros por hora, de acordo com a Agência Espacial Brasileira (AEB), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A presença da Lua cheia, no entanto, deverá dificultar a observação dos meteoros menos brilhantes. Ainda assim, o fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu, sem a necessidade de telescópios ou binóculos. Segundo Marcelo De Cicco, astrônomo, integrante da Sociedade Brasileira de Astronomia e coordenador do projeto comunitário Exoss, especializado na detecção de meteoros, os melhores resultados podem ser obtidos em locais afastados da iluminação urbana.

O período mais indicado para observar a chuva será entre 1h30 e 2h da madrugada. A recomendação é procurar um lugar escuro e com pouca interferência das luzes das cidades, mantendo a atenção voltada para uma área ampla do céu. Para quem pretende registrar o fenômeno em fotografias, a orientação é direcionar a câmera para uma região distante do brilho lunar e utilizar exposições prolongadas, de aproximadamente 10 segundos, combinadas com ISO elevado.

No Hemisfério Sul, a principal chuva de meteoros deste período é a Delta Aquáridas do Sul. Mesmo com a luminosidade provocada pela Lua cheia, os meteoros mais brilhantes ainda poderão ser percebidos. Também haverá possibilidade de observar meteoros associados às chuvas Alfa Capricornídeos, conhecidas por apresentar meteoros mais lentos e que, em alguns casos, podem ter coloração perceptível, e Perseidas, que já começam a apresentar atividade nesta época. Outras chuvas de meteoros ficam restritas ao Hemisfério Norte.

As chamadas "estrelas cadentes" ocorrem quando a Terra atravessa regiões do espaço que concentram pequenos fragmentos deixados por cometas e, em determinadas situações, por asteroides. Ao entrar na atmosfera terrestre, esses meteoros podem atingir velocidades entre 40 mil km/h e 260 mil km/h, ou de 11 a 72 quilômetros por segundo, dependendo da trajetória seguida em relação ao planeta.

A velocidade elevada provoca um forte aquecimento das pequenas partículas durante a passagem pela atmosfera, gerando o rastro luminoso observado da superfície. Na maior parte dos casos, o brilho dura entre uma fração de segundo e aproximadamente um segundo, com duração estimada de 0,2 a 1 segundo. Meteoros excepcionalmente luminosos, chamados de bólidos, ou aqueles que entram na atmosfera em ângulos mais rasos podem permanecer visíveis por vários segundos. A classificação de bólido é dada quando o brilho do meteoro supera o do planeta Vênus.

A Lua cheia deixará o céu mais claro e diminuirá o contraste, mas, segundo De Cicco, ainda será possível observar os meteoros mais brilhantes. Como a intensidade das chuvas varia naturalmente, o período de maior atividade pode se estender entre as madrugadas de quinta para sexta-feira e de sexta para sábado. A próxima grande oportunidade de acompanhar uma chuva de meteoros será em 12 de agosto, durante o pico das Perseidas. No Brasil, o fenômeno poderá ser observado principalmente nas regiões Norte e Nordeste. Na mesma data, também está previsto um eclipse solar total, que será visível em partes da Europa.

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Gazeta de Varginha

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