Chuva em BH mantém cerca de 100 imóveis sob monitoramento em áreas de risco
19 de jan.
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fonte: itatiaia
Belo Horizonte possui atualmente cerca de 100 imóveis localizados em áreas de risco geológico em vilas e favelas da capital mineira. O monitoramento é realizado pela Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), que acompanha essas regiões ao longo de todo o ano e pode determinar a retirada imediata dos moradores sempre que há risco iminente de deslizamento ou desabamento.
Durante o período chuvoso, a situação dessas áreas pode se agravar de forma rápida, em razão do grande volume de água ou de intervenções humanas nas encostas. O acompanhamento constante inclui vistorias técnicas e avaliações diárias, muitas delas solicitadas pelos próprios moradores.
A diretora de Manutenção e Áreas de Risco da Urbel, Isabel Volpone, explica que o município possui um diagnóstico detalhado das áreas consideradas de alto risco e destaca a importância da atenção aos sinais de alerta.
“Olha, a gente tem um diagnóstico de risco geológico nas áreas de vilas e favelas, onde a gente anda pelas áreas avaliando a situação, assim como pelas vistorias que a gente faz diariamente a pedido dos moradores todos os dias do ano. Então esse número ele reside no número afeto ao risco alto. Então são áreas que ou o morador tem que planejar uma intervenção ou uma área mais abrangente onde o programa estrutural de área de risco vai planejar uma intervenção, orienta ele a ver os sinais quando a gente faz a vistoria e caso ele perceba alteração naquilo que a gente orientou, ele solicita nova vistoria pra gente voltar e ver se o risco evoluiu ou não.”
Segundo a Urbel, imóveis classificados com risco geológico alto geralmente estão situados em encostas instáveis, com cortes no terreno, ausência de estruturas de contenção e sistemas de drenagem inadequados. Esses fatores aumentam significativamente a possibilidade de deslizamentos, principalmente em períodos de chuva intensa.
Isabel Volpone reforça que a população precisa estar atenta às mudanças no ambiente e agir rapidamente ao perceber qualquer alteração.
“Para o risco geológico é uma edificação que está numa área de encosta. Essa encosta já tem um corte. São terrenos desprotegidos, sem uma contenção, sem uma estrutura de drenagem. Às vezes são terrenos pela e pela distância que a casa tá na base daquele talude. Às vezes a gente já vê alguns escorregamentos antigos, vê alguma estrutura inclinada ou vê alguma trinca. Agora, é muito importante a população tá preparada e atenta, porque o risco ele evolui muito rapidamente, dependendo principalmente de como a chuva cai e também qual que é ação de quem mora ali.”
A orientação é que moradores de áreas de risco entrem em contato com a Urbel ou a Defesa Civil ao identificarem sinais como trincas, inclinação de árvores ou postes, rachaduras nas casas e deslizamentos anteriores.
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