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CIA divulga vídeo em mandarim na tentativa de recrutar oficiais militares chineses como informantes

  • 13 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Central Intelligence Agency (CIA), órgão de inteligência dos Estados Unidos, divulgou na quinta-feira (12) um novo vídeo em mandarim com o objetivo de recrutar oficiais militares chineses como possíveis informantes, informaram fontes que cobriram o episódio.

O material foi publicado em redes sociais oficiais da agência e retrata um oficial militar chinês fictício de nível médio, que reflete sobre sua situação e expressa descontentamento com a liderança em Pequim, chegando a ponderar que a única forma de buscar um “futuro melhor” para sua família seria entrar em contato com a CIA.

Segundo relatos sobre a iniciativa, o vídeo inclui em seu texto em mandarim um apelo a quem detiver informações sobre altos líderes chineses, oficiais militares ou pessoas com vínculos com áreas de inteligência, diplomacia, economia, ciência ou tecnologia avançada, convidando-os a entrar em contato de forma segura com a agência norte-americana.

A divulgação dessa peça faz parte de uma campanha mais ampla de recrutamento digital iniciada pela CIA em 2025, voltada a atrair fontes dentro da estrutura de poder da China e ampliar a coleta de inteligência humana em áreas consideradas estratégicas, sobretudo em meio às dificuldades históricas da agência em manter redes de informantes no país.

A escolha de publicar o vídeo em mandarim e disseminá-lo por meio de plataformas públicas, como YouTube, X e outras redes sociais, reflete a intenção de alcançar diretamente potenciais alvos dentro da China, apesar das barreiras tecnológicas como a “Grande Muralha de Fogo” que restringe o acesso a muitos desses serviços no país.

A iniciativa ocorreu em um contexto de purga de oficiais de alta patente nas Forças Armadas chinesas, incluindo investigações e remoções de generais, o que autoridades americanas acreditam poder ter gerado descontentamento interno dentro das fileiras militares e, assim, aberto uma oportunidade para a inteligência dos EUA.

A divulgação pública desse tipo de vídeo foi criticada pelo governo da China, que em declarações oficiais prometeu na sexta-feira (13) adotar “todas as medidas necessárias” para combater atividades de espionagem estrangeira e proteger a soberania nacional, nível de reação que espelha a tensão entre Pequim e Washington nesse campo de disputas geopolíticas e estratégicas.

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Gazeta de Varginha

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