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Classificação do PCC pelos EUA coloca Brasil no centro da estratégia regional de Donald Trump

  • há 4 dias
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A decisão do governo do presidente norte-americano Donald Trump de tratar o Primeiro Comando da Capital como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental colocou o Brasil no centro da estratégia de segurança dos Estados Unidos para as Américas.

A classificação foi divulgada pelo governo americano em documentos e comunicados recentes relacionados ao combate ao crime organizado internacional. Segundo autoridades norte-americanas, a facção expandiu significativamente suas operações nos últimos anos e passou a representar uma ameaça crescente também aos interesses dos Estados Unidos.

O uso da expressão "Hemisfério Ocidental" é considerado relevante porque reflete a nova orientação estratégica da política externa e de segurança da administração Trump para o continente americano, abrangendo desde a América do Norte até a América do Sul. Nesse contexto, organizações criminosas transnacionais passaram a ser tratadas como ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos, em um modelo semelhante ao adotado anteriormente contra cartéis mexicanos e grupos criminosos da América Central.

Segundo o governo americano, o PCC ampliou sua presença internacional e atualmente possui atuação ou influência em diversos países da América do Sul, da Europa, da África e da Ásia, utilizando principalmente rotas do tráfico internacional de drogas para expandir suas atividades.

A estratégia adotada pela Casa Branca prevê o fortalecimento da cooperação regional em inteligência, segurança e combate ao narcotráfico, além da ampliação de instrumentos financeiros e jurídicos para atingir organizações criminosas e suas redes de apoio econômico. O objetivo declarado é aumentar a capacidade de desarticulação dessas estruturas e restringir seu acesso ao sistema financeiro internacional.

Nos últimos meses, os Estados Unidos anunciaram sanções contra pessoas físicas e empresas suspeitas de participar de esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao PCC. As medidas incluem bloqueio de ativos, restrições financeiras e limitações para operações com cidadãos e empresas norte-americanas.

A política faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump para o continente, baseada no conceito de "paz por meio da força" e no combate ao chamado narcoterrorismo. Autoridades americanas afirmam que pretendem ampliar a colaboração com países aliados para enfrentar organizações criminosas transnacionais, ao mesmo tempo em que mantêm a possibilidade de adotar medidas unilaterais quando considerarem que interesses de segurança dos Estados Unidos estejam ameaçados.

Especialistas avaliam que a nova postura representa uma mudança importante na relação entre segurança pública e política externa norte-americana para a América Latina, colocando o avanço das facções brasileiras entre os principais temas da agenda regional de Washington durante o segundo mandato de Trump.

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Gazeta de Varginha

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