A INFLUÊNCIA DA I.A. NAS PROFISSÕES: AMEAÇA OU OPORTUNIDADE?
A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um conceito de ficção científica e se tornou parte do cotidiano profissional. Por exemplo, de diagnósticos médicos feitos por algoritmos à produção de textos e imagens por sistemas automatizados, a IA está redefinindo a forma como as pessoas trabalham e até mesmo o que significa “ter uma profissão”. Mas será que essa revolução tecnológica representa uma ameaça aos empregos ou uma oportunidade de transformação?
A influência da Inteligência Artificial (IA) nas profissões é vista como uma combinação de ameaça e oportunidade. Embora a automação de tarefas rotineiras e repetitivas possa levar ao desaparecimento de algumas funções, a IA também impulsiona a criação de novos cargos e aumenta a produtividade em diversas áreas.
Segundo estudos recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Fórum Econômico Mundial, cerca de 40% das atividades profissionais podem ser parciais ou totalmente automatizadas nas próximas décadas. Profissões repetitivas ou baseadas em dados, por exemplo, operadores de telemarketing, analistas financeiros e assistentes administrativos podem estarem entre as mais impactadas.
No entanto, especialistas destacam que a IA não substitui pessoas, e sim tarefas específicas.
Destaco que, enquanto alguns cargos desaparecem, outros surgem, engenheiros de prompt, curadores de dados, desenvolvedores de modelos de IA e especialistas em ética digital são apenas alguns exemplos.
A transformação digital também exige uma mudança profunda na educação. Instituições de ensino e empresas estão apostando em programas de requalificação e aperfeiçoamento para preparar profissionais para o novo cenário.
Penso que aprender a trabalhar com a IA será tão importante quanto saber usar a internet no início dos anos 2000.Será uma questão de adaptação e saber como usar adequadamente para cada situação.
Profissionais que não se adaptarem ou não adquirirem novas competências digitais correm o risco de se tornarem obsoletos no mercado de trabalho, o que exige um aprendizado contínuo.
Em se tratando da ética e da responsabilidade, a expansão da IA também levanta debates sobre privacidade, viés algorítmico e desigualdade de acesso. Quem controla os dados? Como garantir que a automação não amplie a exclusão social? Esses são desafios que precisam ser enfrentados por governos, empresas, profissionais e sociedade civil.
Em vez de substituir, a IA muitas vezes atua como uma aliada, otimizando processos e liberando os profissionais para se concentrarem em tarefas mais complexas, criativas e que exigem interação humana.
Em resumo, a IA é uma força transformadora que exige adaptação e atualização constante dos profissionais e sistemas educacionais. Aqueles que superarem o receio e aprenderem a interagir com a tecnologia terão uma vantagem competitiva, transformando a ameaça em uma grande oportunidade de crescimento profissional.
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