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Coluna Agenda 21 - 25/12/2025

  • gazetadevarginhasi
  • 25 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Balanço ambiental 2025


Chegamos ao fim de 2025. Ao fazermos um levantamento dos fatos importantes no campo ambiental, o grande acontecimento do ano desapontou um pouco. A COP 30, como as últimas COPs, ficou bem aquém das expectativas. Embora vários textos importantes tenham sido aprovados, os grandes desafios da humanidade seguiram sem avanço: A queima de combustíveis fósseis e o desmatamento.
Sobre o desmatamento, acompanhamos a peleja aqui no Brasil – dois passos pra frente, um pra trás, avançando bem pouco.
O tema dos combustíveis estava, sequer, na agenda oficial da conferência, embora houvesse a insistência de países como Brasil, Colômbia e outros de que se aponta-se, ao menos, o caminho a seguir na sua eliminação gradual. A presidência brasileira da COP anunciou, então, a criação de uma comissão paralela, com uma conferência a ser realizada na Colômbia em abril de 2026, com o objetivo de elaborar um plano de ação.
Apesar disso, os 195 países presentes no evento conseguiram consenso para aprovar 29 textos. As decisões mais importantes foram aprovadas na forma de um pacote chamado Pacote de Belém, com resoluções sobre a transição justa, o apoio financeiro e a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas nos países em desenvolvimento. O foco em adaptação é necessário diante das ocorrências de eventos extremos, (tempestades, secas, ondas de calor) provocadas pelas mudanças climáticas. Mas os interesses econômicos e geopolíticos acabaram levando as conclusões da conferência para uma posição reativa, ao invés de privilegiar a prevenção. Ou seja, várias decisões para ajudar os países a resolverem os estragos - que são importantes, claro - mas pouco a respeito de tentar reverter o caos que já geramos e evitar novos estragos.
Os problemas a serem combatidos continuam os mesmos e a urgência fica cada vez mais evidente. A Humanidade está na UTI em estado que, segundo alguns, é terminal. E o desafio agora é adiar o fim do mundo, como salienta Ailton Krenac no título de seu livro*. O modelo atual de consumo, economia linear, esgota os recursos naturais e favorece a desigualdade, com produção em massa, extração sem responsabilidade e desperdício de todo tipo em escala mundial. Mudar para a economia circular precisa ser o primeiro passo para a transformação que pode melhorar a nossa convivência com o planeta.
A data limite para a efetivação das mudanças foi prorrogada: 2050 – prazo que a maioria dos países definiu para zerar a emissão dos gases de efeito estufa. É, também, segundo os cientistas, o momento em que a Terra pode ultrapassar o limite de 2ºC de aquecimento, caso nada seja feito.
A corrida contra o tempo está acirrada. Por enquanto ele (o tempo) está várias voltas à frente...
E assim se foi mais um ano. Ou, como diz um amigo meu, menos um ano - na sobrevivência da humanidade.
*Ideias para adiar o fim do mundo, Cia. Das Letras, 2020
* Luciane Madrid Cesar
Artigo gentilmente cedido pela autora a título de colaboração com a Agenda 21 Local.

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Gazeta de Varginha

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