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Coluna Fatos e Versões com Rodrigo Silva Fernandes 01/04/2026

  • há 2 dias
  • 8 min de leitura
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
RODRIGO SILVA FERNANDES é advogado e articulista político da Gazeta escreve as quartas e sextas. Email: Rs.fernandes@fiemg.com.br
Primeira cassação da história política de Varginha resgata credibilidade da Câmara
A sessão extraordinária da Câmara ocorrida dia 27 de março de 2026 entrou para a história política por aprovar a primeira cassação de vereador na cidade. O caso do agora ex-vereador Marquinho da Cooperativa faz história e mostrou que a credibilidade e linha política desta legislatura municipal é diferente, por exemplo, da legislatura atual do Congresso Nacional, onde escândalos sucessivos ocorrem ao arrepio da sociedade e sem resposta do mundo político! Numa sessão tensa, mas sem sobressaltos, a Câmara de Vereadores de Varginha aprovou por unanimidade a cassação de Marquinho da Cooperativa por quebra de decorro parlamentar. A situação de Marquinho ficou insustentável após atropelar jovem local, segundo a Polícia Militar o vereador estaria alcoolizado no momento do atropelamento. Marquinho ainda fugiu do local se omitindo a prestar socorro e após o ocorrido foi preso pela PM. Sua prisão foi homologada pela Justiça e, após pagar fiança, saiu da cadeia e acusou a Polícia Militar por sua prisão, numa coletiva realizada na Câmara de Vereadores. Na época dos fatos Marquinho ocupava a presidência da Câmara, o que trouxe ligação direta da imagem do Legislativo com os fatos ocorridos, que foram divulgados por toda Minas Gerais. O agravamento da situação de Marquinho caminhava junto com a imagem do Legislativo, que passou a ser comentado de forma negativa na região, mesmo com a manifestação firme do Legislativo de aceitar a denúncia e instituir comissão processante. A comissão que reuniu provas e ouviu os envolvidos realizou criterioso trabalho, mesmo depois do acordo extrajudicial realizado entre o agora ex-vereador e a família da vítima, o que mudou o processo regular da oitiva, pois algumas não compareceram ao processo.

Primeira cassação da história política de Varginha resgata credibilidade da Câmara – 02
Durante o período entre o aceite da denúncia e a votação do parecer da Comissão processante que pediu a cassação, o relacionamento de Marquinho com os colegas de plenário foi se deteriorando com “pressões e ameaças veladas, bem como a crescente pressão popular de eleitores sobre os vereadores de Varginha”. Em que pese a análise do processo por parte dos vereadores não tenha sido jurídica/criminal, mas sim ético/política, a linha de defesa de Marquinho vem apontando falhas no processo, que caminha para desfecho definitivo no meio judicial. A votação do processo de cassação no Legislativo seguiu o caminho regular e natural, com o resultado amplamente esperado pela sociedade. A sociedade mostrava-se cética com o andamento do caso, muitos boatos de um possível “acordão para manter a impunidade, o que aliás, vem ocorrendo a anos no Legislativo na esfera nacional”. Todavia, o Legislativo municipal, imbuído dos princípios éticos e normativos que precisam nortear a vida pública de qualquer político deu resposta responsável à sociedade, provando que os vereadores não estão acima da lei e respondem com responsabilidade perante os eleitores que os elegeram. O resultado mostrou que a sociedade de Varginha acertou ao renovar em grande parte o Legislativo em 2024, trazendo para o mundo político muitos de primeiro mandato que estão mais próximos da realidade do povo e distantes dos “costumeiros acordões tradicionais da velha política”. Estão de parabéns os 15 vereadores que com independência e responsabilidade souberam analisar as leis, a ética e o decoro, entender o conceito exigido pelo eleitor para quem ocupa cargo eletivo e dar resposta justa ao caso.

Sair atirando?
Depois do resultado ético/politico da votação do dia 27 de março, a reunião da Câmara da segunda ocorreu com “ressaca positiva da sessão anterior”, que começou já com ameaças de retaliação por conta da queda do primeiro vereador cassado na história. Marquinho da Cooperativa concedeu entrevista a um portal ligado a integrante do primeiro escalão do Governo Ciacci, que vem dando apoio a Marquinho e tentou salvar seu mandato. Na entrevista o ex-vereador disse que vai judicializar o caso. E nos bastidores já teria “mandado recado a pelo menos 4 vereadores de quem teria mágoas e informações desconfortáveis para noticiar”. Fato é que a decisão do Legislativo foi dada e não se trata mais de uma decisão da comissão processante ou de um grupo político, mas de todo o Legislativo que de forma unanime condenou os atos indecorosos e antiéticos de Marquinho. Certamente que um ataque ou ameaça do ex-vereador, a qualquer dos integrantes do Legislativo é um ataque e ameaça a todo o Legislativo. E cabe ao prefeito Ciacci analisar se vale a pena desgastar com toda sua base e unificar, ainda mais, a oposição na Câmara ao dar guarida as insatisfações e revoltas do ex-vereador que, “aposta na volta e na vingança”. Mesmo porque, se Marquinho sabe de algo comprometedor de algum vereador, ou mesmo do Governo Ciacci, usar isso como objeto de chantagem neste momento, só mostra que o plenário acertou quando o condenou por motivos éticos e de decoro. Ademais, o ambiente político no Legislativo é de ressaca e não de vingança. E Marquinho ainda pode perder bem mais do que já gastou com multa, acordo extrajudicial e advogados, pode perder também os muitos cargos que têm indicado no Executivo. Aliás, os cargos que indicou na Prefeitura de Varginha, talvez seja a única coisa que ainda o impeçam de “trazer ao baile o padrinho que sempre o apoiou para ter o comportamento truculento que tem: o prefeito Ciacci”. A conferir!
Investimento e Responsabilidade
A Gazeta realizou com exclusividade uma entrevista com o diretor presidente da EPR Minas Estadual, Diogo Santiago. Na entrevista o executivo falou sobre os milhões em investimentos que a EPR vem investindo na região, bem como o envolvimento necessário de outros atores na melhoria das estradas da região, como os municípios, o Governo de Minas e a recém-criada Artemig (Agência reguladora dos transportes em Minas Gerais). Diogo Santiago destacou o bom relacionamento e tratativas contínuas da EPR com os municípios cortados pelas rodovias que a EPR administra, destacando o papel importante dos municípios na colaboração dos trabalhos. Também ficou claro que o titular das negociações com a empresa concessionária e titular da concessão é o Governo de Minas. Desta forma, cabe ao governo estadual as tratativas (por meio da Artemig) na efetiva mudança do projeto inicial da concessão. Assim, os muitos pedidos de autoridades municipais para redução de tarifa ou construção ou antecipação de obras nas rodovias precisam envolver necessariamente o Governo Estadual. A EPR é uma das maiores empresas de concessão do Brasil e destaca-se pelo grande volume de investimentos nas vias que administra, mesmo tendo que entregar o maior volume do que arrecada aos entes públicos na forma de royates, impostos e tributos. Vale destacar que boa parte da população não utiliza a politica de benefícios da empresa para fidelizar usuários e reduzir os preços de tarifa. Talvez isso mostre que a empresa precise investir mais em publicidade da sua política de benefícios, nas cidades onde atua e gera milhões em receitas aos municípios e para a economia local.

Investimento e Responsabilidade - 02
Aliás, vale destacar que a EPR repassou muitos milhões aos municípios onde atua, por meio dos royates e impostos como ISS. No caso de Varginha, nos últimos dois anos, a título de ISS a Prefeitura de Varginha recebeu da EPR cerca de R$ 2 milhões de reais, o que daria para realizar muitas obras no trecho como instalação de câmeras de vigilância, aumento da fiscalização na região cortada pela via, construção do projeto de desenvolvimento da região impactada pela rodovia, entre muitas outras obras e investimentos necessários, mas nada disso foi feito! Isso porque o recurso repassado pela EPR para o Governo Ciacci na Prefeitura de Varginha chega sem “carimbo de obrigatoriedade de gasto dos recursos, ou seja, Ciacci pode gastar a grana no que achar mais adequado, como gastando mais de R$ 100 mil reais com escolas samba e blocos de Carnaval que não arrecadaram recursos durante o ano para os festejos, esperando que o bolso do contribuinte pague pela festa de mômo”. Ademais, existem muitos outros recursos que chegam ao caixa municipal que podem ser gastos como o prefeito quiser! Embora seja óbvio, seria desejável que os milhões arrecadados em IPTU fossem gastos na manutenção das ruas e avenidas da cidade. Ou que os milhões arrecadados da EPR com o alto pedágio da MGC 491 fossem aplicados na melhoria do entorno da rodovia etc. Mas como isso não está no papel e não existe, por parte do Legislativo, uma fiscalização pontual destes recursos o que permite anomalias dos gastos públicos, muito comum na gestão Ciacci por sinal!

Pinga Fogo
O falecimento do diretor do Semul, Marcos Batista foi uma grande perda política para a cidade e para o Governo. Habilidoso e experiente, Marquinho Batista era uma pessoa que tinha mais amigos do que adversários, coisa difícil no mundo político!
O primeiro escalão do Governo Ciacci vai abrindo vagas e mostrando a debandada de muitos que anteveem o futuro! Tempos difíceis estão por vir, e quando “falta pão a revolta cresce, neste ambiente governos caem, verdades aparecem e surgem prisões”

Para os vereadores está claro que existe tratamento diferenciado entre “integrantes da base e de quem não é da base. O problema é que a determinação de perseguição do Governo vem com o reconhecimento popular dos edis que votam com ética”!

Áreas da União, do Governo de Minas e até mesmo da Prefeitura de Varginha estão repletas de mato alto, lixo e com reclamações da população, mas parecem imunes as fiscalizações e multas aplicadas a qualquer dos mortais comuns que pagam impostos

UNIS e Receita Federal constroem parceria
No dia 27 de março de 2026 a Reitoria do UNIS realizou visita institucional à Delegacia da Receita Federal em Varginha, reforçando o compromisso da instituição com o fortalecimento de parcerias estratégicas e a promoção de oportunidades acadêmicas e profissionais para seus estudantes. A comitiva foi recebida pelo delegado da Receita Federal em Varginha, auditor-fiscal Anderson Silva, e pelo delegado adjunto, auditor-fiscal Carlos Nogueira. Durante a reunião, foram debatidas pautas relevantes de interesse comum, com destaque para o fortalecimento do Núcleo de Apoio Fiscal (NAF) do Unis, iniciativa que desempenha papel fundamental na orientação gratuita à comunidade em temas fiscais, ao mesmo tempo em que proporciona formação prática e cidadã aos estudantes envolvidos. Outro ponto de destaque foi a ampliação de oportunidades de estágio junto à Receita Federal, visando aproximar ainda mais os alunos do ambiente profissional e contribuir para a qualificação técnica e ética dos futuros profissionais das áreas correlatas. A Reitoria também formalizou convite para que representantes da Receita Federal participem do Congresso Internacional promovido pelo Unis, reforçando a importância da integração entre academia e instituições públicas na construção de conhecimento aplicado e no debate de temas relevantes para a sociedade. Para o reitor do Unis, professor Felipe Flausino de Oliveira, a aproximação com instituições públicas estratégicas fortalece o papel da universidade na formação cidadã e profissional dos estudantes.

Medicina UNIS
O Unis realizou no dia 25 de março a Cerimônia do Jaleco da 2ª turma do curso de Medicina, reunindo acadêmicos, familiares, professores e autoridades acadêmicas em uma noite marcada por emoção, simbolismo e celebração. O evento destacou um dos momentos mais importantes da formação médica: o início oficial da trajetória profissional dos estudantes. Em clima solene, a cerimônia ressaltou o significado do jaleco branco, símbolo da ética, da responsabilidade, da empatia e do compromisso com a vida e valores fundamentais que passam a acompanhar os futuros médicos ao longo de sua carreira. A solenidade contou com a presença de autoridades acadêmicas e convidados, como o reitor do UNIS, Prof. Dr. Felipe Flausino de Oliveira; o coordenador do curso de Medicina, Prof. Me. Gustavo Eugênio Martins Marinho; o diretor de mercado da Unimed Varginha, Dr. Renato Augusto Pereira; e professores do curso. Durante os pronunciamentos, lideranças acadêmicas destacaram a importância da formação médica pautada na excelência técnica e, sobretudo, nos valores humanos. O compromisso com uma Medicina ética, responsável e centrada no cuidado com o próximo foi enfatizado como pilar essencial da formação oferecida pelo UNIS. Os estudantes reafirmaram seu compromisso com a vida, a dignidade humana, o respeito às diferenças e o exercício consciente da Medicina.

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Gazeta de Varginha

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