Comissão que apura fraudes no INSS pode avançar pela madrugada em votação final
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CPMI do INSS vota relatório com 227 indiciamentos em sessão que pode avançar pela madrugada.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social entra, nesta sexta-feira (27), em sua fase decisiva com a análise do relatório final. A sessão pode se estender pela madrugada e até avançar para o sábado (28), diante do cenário de divergências entre parlamentares.
O parecer, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), tem cerca de 8 mil páginas e propõe o indiciamento de 227 pessoas. O documento enfrenta resistência de parlamentares da base governista, que articulam a apresentação de um texto alternativo.
Sessão sem limite de tempo
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que não haverá limitação de tempo para a deliberação. O rito prevê leitura do relatório, debate entre os membros e votação final.
“O ideal, eu volto a dizer, é que nós tenhamos um relatório aprovado e vamos buscar, eu vou buscar como presidente, como eu busquei desde o início, e conseguimos trazer essa investigação até esse momento sempre buscando o equilíbrio, o diálogo entre os dois lados com o interesse na investigação”, afirmou.
Segundo Viana, há consenso em cerca de 60% do conteúdo do relatório, especialmente nos aspectos técnicos. As divergências se concentram nos pedidos de indiciamento, considerados o ponto mais sensível do parecer.
Bastidores e expectativa
Nos bastidores, a expectativa é de que nomes de destaque estejam entre os citados no relatório, como o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A CPMI investiga irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios previdenciários e possíveis fraudes relacionadas a empréstimos consignados. A votação do relatório marca o encerramento dos trabalhos da comissão e deve definir os encaminhamentos para responsabilização dos envolvidos.
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