top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Complicações após afogamento: entenda o risco silencioso que aumenta no verão

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

fonte: estado de minas
fonte: estado de minas
Com a chegada do verão e o aumento das atividades aquáticas, cresce também o alerta para os riscos de afogamento e, principalmente, para as complicações que podem surgir horas depois do incidente. Conhecido popularmente como “afogamento secundário”, esse quadro representa um perigo silencioso, especialmente para crianças, e pode passar despercebido nos primeiros momentos após a saída da água.
Apesar de muito difundidos, os termos “afogamento secundário” e “afogamento seco” não são reconhecidos oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 2002, a definição médica correta é “aspiração de líquido não corporal por submersão ou imersão”. O que se convencionou chamar de afogamento secundário são, na prática, complicações pulmonares que surgem após um episódio de quase afogamento.
Mesmo quando o resgate é rápido e a vítima parece estar bem, pequenas quantidades de água podem ter sido aspiradas para os pulmões. Esse líquido irrita o tecido pulmonar, provocando inflamação e acúmulo de fluidos, condição conhecida como edema pulmonar. O resultado pode ser uma dificuldade progressiva para respirar, que pode evoluir para um quadro grave se não houver atendimento médico.
O principal risco está justamente no caráter silencioso dessas complicações. A pessoa sai da água aparentemente sem problemas, mas os sintomas podem surgir nas horas seguintes — geralmente dentro de até oito horas — após o contato com piscinas, rios, lagos ou o mar.
Pais e responsáveis devem ficar atentos a qualquer alteração de comportamento após um susto na água, mesmo que pareça leve. Entre os principais sinais de alerta estão tosse persistente que piora com o tempo, dificuldade ou aceleração da respiração, presença de espuma na boca ou no nariz e sinais de edema agudo de pulmão. Ao identificar qualquer um desses sintomas, a orientação é procurar imediatamente um serviço de emergência.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, que normalmente incluem oxigenação e monitoramento hospitalar, são fundamentais para evitar complicações mais graves. A prevenção continua sendo a principal aliada: supervisão constante de crianças, uso de coletes salva-vidas em embarcações e orientação sobre brincadeiras seguras na água são medidas essenciais.
Estar informado sobre os riscos e os sinais de complicações respiratórias após episódios aquáticos pode salvar vidas. Em caso de dúvida ou emergência, a recomendação é buscar atendimento médico imediato.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page