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Conflito com o Irã aumenta pressão sobre Trump, afirma professora

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou o conflito com o Irã politicamente mais fragilizado, segundo avaliação da professora de Relações Internacionais Ana Carolina Marson. Em entrevista à CNN Brasil, a especialista afirmou que a condução da guerra reduziu o apoio ao presidente e aumentou a pressão política tanto entre democratas quanto dentro do próprio Partido Republicano.

De acordo com Marson, pesquisas de opinião mostram que o conflito tem recebido menos apoio da população americana do que guerras anteriores envolvendo os Estados Unidos. Para ela, o cenário é diferente de momentos como o período posterior aos ataques de 11 de setembro de 2001, quando havia maior consenso interno em torno de ações militares.

A professora ressaltou que a rejeição ao conflito não significa apoio ao governo iraniano. Segundo ela, parte da população continua vendo o Irã como uma ameaça, mas demonstra insatisfação com a forma como a guerra vem sendo conduzida pela administração Trump.

Outro fator apontado pela especialista é que Trump foi eleito defendendo uma política externa contrária ao envolvimento prolongado dos Estados Unidos em conflitos no exterior. No entanto, a guerra, que inicialmente era projetada para durar poucas semanas, já se estende por cerca de cinco meses, elevando os custos militares e políticos para o governo americano.

Além do desgaste provocado pelo conflito, Marson destacou pressões econômicas enfrentadas pela Casa Branca, como a alta dos combustíveis, o aumento do custo de vida associado às tarifas de importação e uma inflação acima das projeções do Federal Reserve. Segundo ela, esses fatores contribuem para a queda na popularidade do presidente.

Na avaliação da especialista, Trump dificilmente retirará os Estados Unidos da guerra sem apresentar a decisão como uma vitória política e militar. Ela afirmou que uma saída vista como derrota poderia ampliar ainda mais a perda de apoio popular e aumentar o risco de os republicanos perderem a maioria no Congresso nas próximas eleições.

Durante a entrevista, Marson também comentou os encontros de Trump com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Segundo ela, as reuniões têm importância estratégica dentro do atual cenário internacional e refletem os desafios diplomáticos enfrentados pelos Estados Unidos em meio às tensões no Oriente Médio e à guerra entre Rússia e Ucrânia.
Fonte: CNN

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Gazeta de Varginha

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