Congressistas peruanos destituem presidente José Jeri após quatro meses no cargo
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O Congresso do Peru aprovou na terça-feira (17) uma moção de censura que resultou na destituição do presidente José Jeri após apenas quatro meses à frente do Executivo do país andino — um novo episódio de rotatividade política em meio a um ambiente de turbulência institucional.
A votação no Legislativo peruano terminou com 75 votos a favor da censura, 24 contrários e três abstenções, alcançando a maioria simples necessária para declarar a vacância do cargo de presidente da República. A moção de censura foi aprovada em razão de um escândalo relacionado a encontros não divulgados com um empresário chinês, o que desencadeou acusações de tráfico de influência.
Fernando Rospigliosi, então presidente interino do Congresso, anunciou que com a decisão “a mesa diretiva declara a vaga do cargo de presidente do Congresso da República e, em consequência, encontra-se vago o cargo de presidente da República”.
José Jeri, de 39 anos, havia assumido a presidência em outubro de 2025, após a destituição da então presidente Dina Boluarte, que foi afastada do cargo em meio a investigações judiciais e críticas generalizadas à sua gestão. Com a saída de Jeri, o país terá um novo presidente interino escolhido pelos parlamentares, que deverá exercer a função até a posse do vencedor das eleições gerais previstas para 12 de abril de 2026, com a transição oficial programada para 28 de julho.
O caso de José Jeri representa mais um capítulo na crise política crônica do Peru, que tem visto sucessivas mudanças no comando do Estado nos últimos anos, refletindo instabilidade e pressões do Congresso sobre o Executivo em um contexto de acusações e divisões políticas internas.