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Contagem regressiva: empresas terão fiscalização da NR-01 a partir de 26 de maio

  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

Especialistas destacam prazo de adequação e nova abordagem da segurança do trabalho no Brasil
Especialistas destacam prazo de adequação e nova abordagem da segurança do trabalho no Brasil
Na última quinta-feira, dia 16 de abril de 2026, foi realizado no auditório da Unifenas, o seminário sobre os riscos psicossociais e a nova NR-01. O evento reuniu profissionais dos setores de Recursos Humanos e Segurança do Trabalho de diversas empresas de Varginha, além de engenheiros e técnicos de segurança que atuam com treinamentos e buscavam aprofundar seus conhecimentos sobre o tema.
Entre os palestrantes, destacou-se a fisioterapeuta especialista em ergonomia, Cecília de Paula Carvalho Pinto, que abordou de forma clara e objetiva a evolução das exigências da NR-01, especialmente após a atualização pela Portaria nº 1.419/2024. A profissional explicou que os riscos psicossociais passaram a ser obrigatoriamente incluídos no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), com destaque para o item 1.5.3.2, que trata da identificação de perigos e avaliação de riscos.
Também participou como palestrante Mirian Alves Tana, supervisora de Recursos Humanos do Porto Seco Sul de Minas, que contribuiu com sua experiência prática na área de gestão de pessoas diante das mudanças da NR-01. A profissional destacou pontos importantes relacionados à atuação do RH nesse novo cenário, enfatizando a necessidade de adequação das empresas por meio de equipes multidisciplinares. Segundo ela, a integração entre diferentes áreas, como RH, Segurança do Trabalho e liderança, médico do trabalho e fisioterapeuta, é fundamental para que as ações sejam efetivas, promovendo um ambiente organizacional mais saudável e alinhado às novas exigências legais, sempre com foco no bem-estar dos colaboradores.
Durante sua explanação, foi destacado que a reformulação inicial da norma trouxe uma evolução importante na forma de enxergar os riscos ocupacionais. Antes, eles eram tratados de forma mais restrita, focados apenas nos riscos estritamente palpáveis para fiscalização, como os físicos, químicos e biológicos. Com o avanço das exigências, essa visão foi ampliada, incorporando o gerenciamento de riscos de acidentes e, agora, incluindo também os riscos psicossociais. Essa mudança representa uma evolução significativa, pois traz mais segurança jurídica e técnica para a atuação da auditoria fiscal do trabalho, além de estabelecer parâmetros mais claros para que as empresas atuem dentro dos limites e termos legais. A norma determina a integração dos fatores de riscos psicossociais relacionados ao trabalho, ao inventário de riscos e ao plano de ação das empresas.
A proposta é que as organizações realmente implementem políticas efetivas de prevenção, com monitoramento contínuo e uma gestão estruturada dos riscos.
O objetivo é garantir que o gerenciamento dos riscos ocupacionais seja feito de maneira eficiente, permitindo que as atividades dos empregados sejam realizadas com segurança e que os trabalhadores estejam mentalmente saudáveis, desempenhando suas funções com equilíbrio e bem-estar.
O trabalho precisa ir além da execução de tarefas: ele deve ser fonte de dignidade para as pessoas. Promover condições adequadas, respeitar limites e valorizar o bem-estar mental dos colaboradores não é apenas uma exigência legal, mas uma necessidade para a sustentabilidade das organizações. Nesse contexto, o bem-estar mental passa a ser prioridade, tanto no âmbito das empresas quanto nas políticas públicas. Com a entrada em vigor das atualizações da NR-01, especialmente no item 1.5, consolida-se a obrigatoriedade de considerar os riscos psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
Também participou do evento o auditor fiscal do trabalho da regional de Varginha, Dr. Leandro Costa Marinho, que abordou as normas que irão nortear a fiscalização, bem como os principais aspectos que serão cobrados à medida que a implementação das exigências for sendo realizada. Segundo ele, o processo de adequação das empresas deve ocorrer de forma progressiva, tendo como marco o dia 26 de maio, data limite estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego para o início das exigências relacionadas às atualizações da NR-01.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Gazeta de Varginha, o auditor destacou a importância do comprometimento das empresas com a saúde e segurança dos trabalhadores, ressaltando que a fiscalização terá como foco não apenas o cumprimento formal da norma, mas a efetiva implementação de políticas, monitoramento e ações concretas que garantam um ambiente de trabalho mais seguro, saudável e digno.
A segurança do trabalho no Brasil segue sendo um tema de grande relevância. Dados apontam cerca de 546 mil acidentes de trabalho em 2025. Após a pandemia de 2020, houve um aumento significativo nos casos de adoecimento mental entre trabalhadores, refletindo diretamente nos índices de afastamento.
Diante desse cenário, as empresas precisam desenvolver planos de ação coletivos para minimizar os riscos psicossociais. Embora esse tipo de documento já faça parte das exigências corporativas, a nova NR-01 demanda uma abordagem mais aprofundada, especialmente no que se refere ao inventário de riscos, que passa a dialogar diretamente com aspectos ergonômicos e organizacionais.
Outro ponto destacado foi a importância da comunicação no ambiente de trabalho. Muitas vezes, as lideranças não percebem sinais importantes nas falas e atitudes dos colaboradores, o que pode gerar impactos significativos no bem-estar e no afastamento de profissionais.
Atualmente, os setores com maior número de demandas junto à fiscalização do ministério do trabalho são, os da construção civil, o transporte, e o setor rural. São os setores com o maior número de afastamentos e reclamações.
Fonte: O autor
Fonte: O autor
Fonte: Cristiane Gomes | Gazeta de Varginha

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