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Coreia do Sul debate tornar obrigatório o serviço militar para mulheres

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura


Foto: Reprodução/ Ia
Foto: Reprodução/ Ia
A Coreia do Sul voltou a discutir a possibilidade de tornar obrigatório o serviço militar para mulheres, em meio à queda da população e à redução do número de jovens disponíveis para o alistamento. Atualmente, o serviço obrigatório é destinado aos homens, enquanto as mulheres podem ingressar voluntariamente nas Forças Armadas.

O debate ganhou força após uma pesquisa divulgada em agosto pelo Reform Institute, ligado ao Partido da Reforma. O levantamento apontou que 59,6% dos entrevistados apoiam a adoção do serviço militar obrigatório para mulheres, enquanto 34% são contrários à proposta. Entre as mulheres consultadas, o apoio chegou a 54,5%.

A possibilidade de mudança está relacionada principalmente ao chamado “abismo demográfico” enfrentado pelo país. Segundo dados citados pela imprensa, cerca de 332 mil homens estavam aptos ao serviço militar obrigatório em 2019. O número caiu para aproximadamente 257 mil em 2022 e pode chegar a apenas 120 mil em 2043.

Atualmente, homens fisicamente aptos são obrigados a cumprir o serviço militar. A legislação sul-coreana estabelece que as mulheres podem servir nas Forças Armadas mediante inscrição voluntária.

Além da possibilidade de incluir as mulheres no sistema obrigatório, autoridades e especialistas discutem outras formas de enfrentar a redução do efetivo. Entre as alternativas estão mudanças nas regras de alistamento e o aumento do uso de tecnologias militares, como drones e sistemas não tripulados.

O tema, porém, continua controverso. Especialistas alertam que uma obrigação militar para mulheres poderia aumentar a carga sobre elas, especialmente porque ainda existe uma distribuição desigual das responsabilidades relacionadas à gravidez, à criação dos filhos e aos cuidados familiares.

O governo sul-coreano também vem revisando seu planejamento de defesa diante das mudanças demográficas e da necessidade de modernizar as Forças Armadas. Por enquanto, não há uma decisão definitiva que estabeleça o serviço militar obrigatório para mulheres.

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Gazeta de Varginha

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