Coreia do Sul mantém exercícios militares após redução anunciada por Trump
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A Coreia do Sul realizou exercícios militares nesta quarta-feira (19), mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinar uma redução significativa na participação americana nos treinamentos conjuntos entre os dois países. A decisão de Washington alterou o formato das atividades militares realizadas anualmente na península coreana.
Os exercícios fazem parte do Ulchi Freedom Shield, treinamento conjunto entre as forças sul-coreanas e americanas. A edição deste ano começou na segunda-feira (17) e, inicialmente, estava prevista para durar até 27 de agosto.
Após a ordem de Trump, os dois países concordaram em reduzir a duração e o alcance das atividades. O exercício, que teria 11 dias, foi encurtado para cinco dias, enquanto parte dos treinamentos de campo também foi reduzida.
Apesar da diminuição da participação americana, a Coreia do Sul manteve suas próprias atividades militares e de defesa civil. O governo sul-coreano afirmou que os exercícios têm caráter defensivo e são importantes para manter a capacidade de resposta do país diante de possíveis ameaças.
A decisão de Trump surpreendeu autoridades sul-coreanas. O ministro das Relações Exteriores da Coreia do Sul, Cho Hyun, afirmou em uma audiência parlamentar que tanto Seul quanto Washington foram pegos de surpresa pela determinação, sem conhecimento prévio da mudança.
Trump justificou a redução dos exercícios alegando, entre outros fatores, o alto custo das atividades e sua avaliação de que os treinamentos enviam uma mensagem considerada hostil à Coreia do Norte. O presidente americano também tem sinalizado interesse em retomar o diálogo com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.
A mudança ocorre em um momento de tentativa de aproximação entre Washington e Pyongyang. Trump afirmou que pretende buscar um novo encontro com Kim Jong-un ainda neste ano, enquanto os exercícios militares continuam sendo vistos pela Coreia do Norte como uma ameaça.
Mesmo com a redução dos treinamentos conjuntos, os objetivos militares considerados essenciais pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul devem ser mantidos. A alteração representa, portanto, uma diminuição da escala das atividades, mas não o fim da cooperação militar entre os dois países.
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