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Cotistas superam demais estudantes e têm maior índice de conclusão nas universidades

  • há 5 horas
  • 2 min de leitura
Cotistas superam demais estudantes e têm maior índice de conclusão nas universidades
Divulgação
Censo mostra maior taxa de conclusão entre alunos cotistas no ensino superior.

Levantamento aponta que estudantes ingressantes por ações afirmativas apresentam maior taxa de conclusão de cursos..

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgados por meio do Censo da Educação Superior 2024, indicam que estudantes que ingressaram por meio da reserva de vagas apresentam maior taxa de conclusão em comparação aos demais alunos. Segundo o levantamento, 49% dos cotistas concluíram a graduação, enquanto entre os não cotistas o índice foi de 42%.

O estudo aponta ainda que a maioria dos estudantes beneficiados por políticas de ações afirmativas não apenas ingressa no ensino superior, como também conclui seus cursos e obtém o diploma, reforçando a efetividade dessas políticas públicas.

O desempenho desses alunos evidencia os resultados das iniciativas de ampliação do acesso à educação superior promovidas pelo Ministério da Educação (MEC). Entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de pessoas ingressaram em instituições federais por meio da política de reserva de vagas, ampliando a presença de grupos historicamente excluídos desses espaços. Somente em 2024, foram registrados 133.078 ingressantes nessa modalidade.

A maior parte dessas matrículas ocorreu em universidades federais, que concentraram 110.196 estudantes cotistas, enquanto outras 22.587 vagas foram ocupadas em instituições da rede federal de educação profissional, científica e tecnológica.

Nos processos seletivos como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), cerca de 2 milhões de cotistas ingressaram no ensino superior desde a adoção desses mecanismos.

No caso do Sisu, mais de 790,1 mil estudantes conquistaram vagas em universidades públicas por meio da Lei de Cotas, sendo que apenas entre 2023 e 2026 foram registrados 307.545 ingressos. O Prouni, por sua vez, foi pioneiro na adoção de ações afirmativas e, desde 2005, já beneficiou mais de 1,1 milhão de estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência.

Mais recentemente, o Fies também passou a oferecer vagas destinadas a cotistas. Em 2024, foram 29,6 mil estudantes contemplados, incluindo pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e com deficiência.

A política de reserva de vagas, instituída pela Lei de Cotas, passou por atualizações em 2023. Entre as mudanças, destaca-se a criação de uma cota específica para quilombolas e a ampliação do acesso para a população de menor renda, com a redução do limite de renda per capita de 1,5 para um salário mínimo.

Outro ponto mantido foi o critério de origem escolar, que exige que o estudante tenha cursado integralmente o ensino médio em escola pública para ter acesso às cotas. A medida contribui para valorizar a rede pública de ensino e ampliar a diversidade nas universidades.

A legislação também passou a incluir escolas comunitárias que atuam na educação do campo e possuem convênio com o poder público, ampliando o alcance das políticas de inclusão.

Os dados reforçam que as ações afirmativas têm desempenhado papel fundamental na democratização do ensino superior no Brasil, promovendo não apenas o acesso, mas também a permanência e a conclusão dos cursos por parte dos estudantes beneficiados.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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