top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

CPI do Crime Organizado aponta indiciamento de Moraes, Toffoli, Gilmar e Paulo Gonet

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
CPI do Crime Organizado aponta indiciamento de Moraes, Toffoli, Gilmar e Paulo Gonet
Divulgação
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentou um relatório em que propõe o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Segundo o documento, os ministros teriam incorrido em possíveis crimes de responsabilidade que poderiam embasar pedidos de impeachment. No caso de Moraes e Toffoli, o relator aponta condutas “incompatíveis” com a honra, dignidade e decoro dos cargos, relacionadas à atuação envolvendo o Banco Master. Já em relação a Gilmar Mendes, o relatório afirma que o ministro teria suspendido quebras de sigilo solicitadas pela CPI, o que, segundo Vieira, poderia ter favorecido colegas de Corte.

O texto também inclui o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sob a alegação de suposta omissão em investigações relacionadas a autoridades citadas no caso.

O relatório, com 221 páginas, ainda precisa ser votado pelos integrantes da CPI em sessão marcada para esta terça-feira (14). Caso seja aprovado, será encaminhado à presidência do Senado, que poderá decidir sobre eventual abertura de processo por crime de responsabilidade. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já sinalizou resistência a esse tipo de encaminhamento.

A CPI foi criada inicialmente para investigar o crime organizado e a atuação de facções criminosas no país, mas passou a concentrar parte de seus trabalhos na apuração de possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e suas conexões com autoridades públicas.

No relatório, Alessandro Vieira afirma que o caso do Banco Master pode representar um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, envolvendo supostas práticas de fraude, lavagem de dinheiro e uso de estruturas financeiras sofisticadas para movimentações ilícitas.

O documento também cita suspeitas de que recursos teriam sido direcionados a fundos e operações financeiras ligados a investigados em outras apurações, incluindo a Operação Carbono Oculto, que apura possíveis conexões com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O STF e a Procuradoria-Geral da República foram procurados para comentar o relatório, mas não haviam se manifestado até a última atualização da informação.
Fonte: Informaçoe AgBrasil

Gazeta de Varginha

bottom of page