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Crise diplomática: PF reage a medida americana e corta acesso de agente dos EUA

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Crise diplomática: PF reage a medida americana e corta acesso de agente dos EUA
Divulgação
Brasil reage e retira credenciais de servidor dos EUA em meio a tensão diplomática.

A Polícia Federal do Brasil anunciou nesta quarta-feira (22) a retirada das credenciais diplomáticas de um servidor dos Estados Unidos que atuava em Brasília. A medida foi adotada com base no princípio de reciprocidade, após autoridades americanas tomarem decisão semelhante contra um policial federal brasileiro.

O episódio teve início na segunda-feira (21), quando o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou, por meio da rede social X, que solicitou a saída de uma autoridade brasileira do país. Segundo o órgão, o policial teria tentado “manipular” o sistema de imigração americano e estender “perseguições políticas” ao território dos EUA.

A tensão ocorre no contexto do caso envolvendo o ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que foi detido na Flórida em 15 de abril e liberado dois dias depois. Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado por participação em tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 e é considerado foragido pela Justiça brasileira.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a prisão de Ramagem foi resultado da cooperação entre autoridades migratórias dos dois países. Ele explicou que o delegado Marcelo Ivo, que atuava junto à agência de imigração americana ICE, teve suas credenciais suspensas em Miami.

Como resposta, Rodrigues determinou a retirada das credenciais do servidor americano que trabalhava na Polícia Federal em Brasília. Segundo ele, a decisão foi tomada “com pesar” e permanecerá até que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia indicado que o Brasil adotaria medidas recíprocas caso fosse confirmado algum abuso de autoridade contra o policial brasileiro. O diretor da PF afirmou ainda que não houve notificação formal de expulsão e que a decisão de retorno do delegado ao Brasil partiu da própria corporação.

Rodrigues negou qualquer irregularidade na atuação do agente brasileiro nos Estados Unidos e classificou como “insana” a acusação de tentativa de enganar autoridades americanas.

De acordo com a PF, Ramagem foi inicialmente abordado na Flórida após uma infração de trânsito, momento em que foi identificado que seu visto estava cancelado pelas autoridades americanas. Aliados do ex-deputado atribuíram sua rápida liberação a uma suposta intervenção do ex-presidente Donald Trump.

O caso ocorre em meio a um cenário mais amplo de atritos diplomáticos entre Brasil e Estados Unidos. Recentemente, o governo americano anunciou tarifas punitivas contra o Brasil em reação ao julgamento de Bolsonaro, que foram parcialmente suspensas após sinais de distensão nas relações entre Lula e Trump.

No cenário político interno, Lula deve disputar a reeleição em outubro, tendo como possível adversário o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: EstadodeMinas

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Gazeta de Varginha

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