Câmara de Varginha julga nesta quinta-feira processo que pode levar à cassação do vereador Bruno Coletor
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A Câmara Municipal de Varginha realiza, nesta quinta-feira (13), às 9h, uma sessão extraordinária para julgar o processo político-administrativo que poderá resultar na cassação do mandato do vereador Bruno Leandro de Souza, conhecido como Bruno Coletor. A reunião será realizada no plenário e será aberta ao público.
A convocação ocorreu após a conclusão dos trabalhos da Comissão Processante, que analisou o caso e apresentou o parecer final. O julgamento seguirá as regras previstas no Decreto-Lei Federal nº 201/1967, na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara.
O processo começou após a Câmara aceitar, por unanimidade, uma denúncia por quebra de decoro parlamentar contra o vereador. A representação foi baseada em um Boletim de Ocorrência registrado por uma mulher que manteve um relacionamento de aproximadamente dois anos com o parlamentar.
Conforme o documento, foram atribuídas ao vereador condutas como ameaças, constrangimentos, pressões emocionais e perseguição por meio de ligações e mensagens. O registro relata que, na noite de 7 de abril de 2026, por volta da meia-noite, o vereador teria ido à residência da denunciante sem aviso e ameaçado arrombar o portão após ter a entrada recusada.
A mulher solicitou medidas protetivas de urgência para impedir a aproximação e o contato do vereador. No registro policial, afirmou que não desejava representar criminalmente contra ele.
A denúncia apresentada ao Legislativo teve como autor o ex-vereador Marco Antônio de Souza, conhecido como Marquinho da Cooperativa. A Comissão Processante é presidida pelo vereador Dandan, tendo Afonso Monticeli como vogal e Joãozinho Enfermeiro como membro.
Durante pronunciamento na tribuna, Bruno Leandro afirmou ter orientado os colegas a votarem pelo recebimento da denúncia para permitir a apuração. O vereador declarou que o Boletim de Ocorrência apresentava uma narrativa unilateral e afirmou possuir registros no celular que poderiam contribuir para sua defesa.
O parlamentar também contestou a interpretação dada à mensagem relacionada ao portão e afirmou que os encontros entre as partes foram consensuais. Segundo Bruno Leandro, o último encontro ocorreu em 7 de abril, data de seu aniversário, e os dois teriam saído juntos e retornado posteriormente à residência.
O vereador também questionou o momento em que a denúncia surgiu, mencionando sua coincidência com o início de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara. Ele afirmou ainda que já respondia judicialmente ao caso desde 9 de maio e pediu respeito aos seus familiares.
Durante a sessão desta quinta-feira, será assegurado ao vereador denunciado e aos seus advogados o direito à ampla defesa. Após os debates e manifestações, os vereadores deverão realizar votação nominal sobre cada infração apontada no relatório final.
Para a perda do mandato, será necessário o voto favorável de dois terços dos membros da Câmara. Bruno Leandro não poderá votar no próprio processo, por impedimento legal. Para recompor o quórum, a Mesa Diretora convocou a suplente Helen Garcia, que assumirá temporariamente a cadeira e participará exclusivamente dos atos relacionados ao julgamento.
A sessão será aberta ao público e também poderá ser acompanhada pela transmissão ao vivo nos canais oficiais da Câmara Municipal na internet.
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