Câmara informa ao STF que viagens internacionais de Mário Frias ainda aguardavam aprovação
22 de mai.
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Divulgação
Deputado Mário Frias viajou ao exterior antes de autorização oficial da Câmara, diz STF.
STF apura emendas destinadas a ONG ligada a filme sobre Bolsonaro produzido por Mário Frias.
A Câmara dos Deputados informou nesta sexta-feira (22) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que o deputado federal Mário Frias realizou dois pedidos de autorização para viagens oficiais ao Bahrein e aos Estados Unidos, mas que ambos ainda estavam em fase de análise administrativa.
A manifestação foi encaminhada ao STF após solicitação do ministro, relator da investigação que apura a destinação de emendas parlamentares enviadas por Frias a uma organização não-governamental ligada à produtora responsável pelas gravações da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações da Câmara, o parlamentar solicitou autorização para participar de uma missão oficial ao Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio e outra aos Estados Unidos entre os dias 19 e 21 de maio. Apesar disso, os pedidos ainda não haviam sido aprovados quando o deputado decidiu viajar por conta própria.
Em entrevista concedida ao SBT News na terça-feira (19), Mário Frias afirmou que esteve no Bahrein para propor investimentos no Brasil e que, nos Estados Unidos, realizaria prospecções relacionadas à área de segurança pública.
O deputado declarou ainda que retornará ao Brasil nos próximos dias e negou qualquer irregularidade. “Tenho passagem de volta para o Brasil. Tenho uma filha de 14 anos no Brasil, minha esposa está no Brasil. Não devo nada e estou pronto para prestar contas”, afirmou.
A investigação em andamento no STF envolve o envio de cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, entidade ligada à produtora audiovisual Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, obra sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro. Frias é apontado como produtor-executivo do projeto.
O caso chegou ao Supremo após representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral. Segundo a parlamentar, a destinação de recursos públicos ao projeto audiovisual pode configurar desvio de finalidade na aplicação das emendas parlamentares.
A defesa de Mário Frias sustenta que não houve irregularidades e cita parecer da Advocacia da Câmara dos Deputados atestando ausência de inconsistências formais na destinação dos recursos.
O filme ganhou repercussão nacional após reportagem do portal The Intercept revelar que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear as gravações da produção.
A investigação segue em andamento no Supremo Tribunal Federal.
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