Desmatamento na Amazônia Legal cai 6% em maio, segundo Imazon
7 de jul. de 2025
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A taxa de desmatamento na Amazônia Legal caiu 6% em maio deste ano, segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Foram registrados 295 km² de florestas derrubadas, o equivalente a cerca de 951 campos de futebol por dia, contra 314 km² no mesmo mês de 2024.
Os estados com maior contribuição para a perda florestal em maio foram Amazonas (31%), Mato Grosso (30%) e Pará (25%), que juntos responderam por 86% da derrubada. No entanto, também houve aumento da destruição em áreas protegidas, com destaque para quatro Terras Indígenas no Amazonas e quatro Unidades de Conservação no Pará.
Para a pesquisadora do Imazon, Manoela Athaide, apesar da redução na taxa geral, a situação nas áreas protegidas ainda é preocupante e exige ação mais intensa dos governos estaduais e federal.
Já a degradação florestal — provocada por queimadas e exploração madeireira — cresceu de forma alarmante: atingiu 679 km² em maio, contra apenas 6 km² no mesmo mês de 2024, o que representa um aumento de mais de 113 vezes. O estado do Pará concentrou 56% da degradação, com 379 km², seguido por municípios em Rondônia, Maranhão e Mato Grosso.
No acumulado do ano-calendário (agosto de 2024 a maio de 2025), a degradação florestal alcançou o maior valor da série histórica, subindo 302%, de 8.627 km² para 34.717 km².
Segundo o Imazon, o cenário reflete avanços pontuais no combate ao desmatamento, mas também um aumento preocupante da degradação ambiental, que exige medidas urgentes para evitar danos irreversíveis ao bioma.
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