Drones ucranianos atingem Bryansk e matam duas pessoas; FSB frustra plano semelhante contra Moscou
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A cidade de Bryansk, no oeste da Rússia, foi atingida por ataques de drones ucranianos nesta terça-feira (27), resultando em duas mortes e seis feridos, conforme confirmou o governador local, Egor Kovalchuk, em comunicado no Telegram. O ataque direto a território russo aprofunda a sensação de vulnerabilidade em regiões próximas à fronteira, que passaram a conviver com ameaças frequentes de incursões aéreas. As autoridades ainda detalham quais alvos foram atingidos e a extensão dos danos materiais causados pelas explosões.
Paralelamente, o Serviço Federal de Segurança (FSB) anunciou ter desarticulado um plano de ataque sem precedentes contra a região de Moscou: dois homens, originários do Cáucaso do Sul, foram presos enquanto preparavam lançamento de drones FPV e explosivos contra instalações estratégicas — componente chave da defesa antimísseis da capital e uma central de energia elétrica. Segundo o órgão, os equipamentos seriam operados remotamente a partir da Ucrânia, e a ação havia sido planejada pelo serviço de inteligência ucraniano, o SBU.
A investigação revelou rede de recrutamento: um dos detidos foi abordado por agente do SBU, recebeu promessa de recompensa financeira e viajou para a Rússia com a missão de executar ato de sabotagem. Ele recrutou um conhecido para auxiliá-lo. Juntos, adquiriram drones e materiais explosivos em duas regiões russas distintas, transportaram tudo até a área de Moscou e iniciaram os preparativos finais — quando foram detidos em flagrante, antes de qualquer lançamento. O FSB classificou a operação como ato de terrorismo e sabotagem coordenada do exterior.
A combinação de ataque bem-sucedido em Bryansk e conspiração descoberta às portas de Moscou eleva o tom de alerta em todo o território russo. Demonstra também que a Ucrânia mantém capacidade de atingir além da linha de frente, seja por meio de aeronaves vindas do exterior ou por células que operam de dentro. Enquanto as autoridades reforçam patrulhamento e vigilância em áreas sensíveis, a população convive com a incerteza de que nenhuma região está totalmente fora de risco.
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