Dupla é presa por ataque cibernético que desviou R$ 107 milhões de banco
gazetadevarginhasi
9 de jul. de 2025
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Divulgação
Suspeitos de integrar grupo responsável por ataque cibernético milionário são presos em BH.
Dois homens, de 24 e 28 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) suspeitos de participarem de um ataque cibernético contra uma instituição bancária sediada no Pará, que causou um prejuízo de cerca de R$ 107 milhões. A ofensiva criminosa teria contado com a colaboração de um funcionário do próprio banco.
A operação foi deflagrada na quinta-feira (3/7), em Belo Horizonte, pela 3ª Delegacia Especializada em Investigação de Fraudes, vinculada ao Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraudes (Deccof), com apoio do Laboratório de Inteligência Cibernética (Ciberlab) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MG).
Durante a ação, foram apreendidos R$ 1.564 em dinheiro, dois aparelhos celulares e um carro utilizado pelos investigados. Além disso, cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias foram bloqueados pela Justiça. Os valores permanecerão à disposição para ressarcir os danos causados à instituição financeira. Até agora, aproximadamente R$ 63 milhões já foram recuperados.
Ataque cibernético e falsificação de documentos
Conforme as investigações, entre os dias 30 de junho e 1º de julho, o grupo criminoso desviou valores de contas bancárias utilizando-se de um ataque cibernético articulado com a ajuda interna de um funcionário do banco. Parte do dinheiro teria sido direcionada para contas empresariais localizadas em Belo Horizonte.
A Polícia Civil também apurou que os envolvidos estavam falsificando documentos públicos com o intuito de conferir aparência legal aos depósitos. Os dois suspeitos foram abordados pelos policiais ao deixarem uma agência bancária no bairro Boa Viagem, região Centro-Sul da capital mineira.
Crimes e penas previstas
Os investigados responderão por diversos crimes, entre eles furto mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos públicos, uso de documentos falsos e participação em organização criminosa. As infrações estão previstas no Código Penal, na Lei nº 12.850/13 (organizações criminosas) e na Lei nº 9.613/98 (lavagem de dinheiro). As penas podem ultrapassar dez anos de reclusão, além de multa.
Ambos foram encaminhados ao sistema prisional e a PCMG representou pela conversão das prisões em preventivas. As investigações continuam para identificar outros envolvidos, incluindo o funcionário do banco e possíveis cúmplices em outras instituições financeiras.
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