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Em visita surpresa a Moscou, chefe da CIA pediu que Rússia não ataque países da Otan, diz jornal

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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O diretor da CIA, John Ratcliffe, fez uma visita surpresa a Moscou nesta semana e, segundo informações publicadas pelo jornal The Wall Street Journal, pediu a autoridades russas que não realizem ataques contra países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A viagem ocorreu em meio ao aumento das tensões entre Rússia e países da aliança militar.

De acordo com pessoas informadas sobre a visita, o alerta foi motivado por avaliações da inteligência dos Estados Unidos sobre a possibilidade de a Rússia tentar testar a reação da Otan. As preocupações envolvem principalmente a hipótese de ações limitadas, que poderiam variar de ataques cibernéticos a incursões contra países da aliança.

Ratcliffe se reuniu com autoridades dos serviços de inteligência russos, mas não teve um encontro direto com o presidente Vladimir Putin. Segundo o Kremlin, Putin foi posteriormente informado sobre as conversas realizadas durante a visita do chefe da agência de inteligência americana.

A viagem de Ratcliffe, realizada em 25 de agosto, foi a primeira visita conhecida do atual diretor da CIA à Rússia. O encontro aconteceu em um momento de preocupação dos Estados Unidos e de aliados europeus com uma possível ampliação das tensões entre Moscou e a Otan, enquanto a guerra na Ucrânia continua sem uma solução diplomática.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou a importância da visita e classificou a viagem como “semi-rotineira”. Ele afirmou que o governo americano continua trabalhando para tentar encerrar a guerra na Ucrânia, mas rejeitou que a viagem estivesse ligada a uma ameaça iminente de ataque russo contra a Otan.

O Kremlin também negou qualquer intenção de atacar países da aliança militar. A visita de Ratcliffe ocorreu enquanto persistem as tensões entre Rússia, Estados Unidos e países europeus em razão da guerra na Ucrânia e do apoio militar fornecido por integrantes da Otan ao governo ucraniano.

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Gazeta de Varginha

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